Tiago Sóstenes Miranda de Matos, diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, foi exonerado do cargo depois de ser apontado como principal suspeito da morte da empresária Flávia Barros, de 38 anos, em um quarto de hotel localizado na Orla da Atalaia, zona sul de Aracaju. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) confirmou a exoneração nesta segunda-feira, 23, informando que o ato será oficializado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 24.
Decisão administrativa
Segundo a Seap-BA, Tiago Sóstenes assumiu a direção do presídio em 29 de maio de 2025 e ocupava a função havia cerca de um ano. Durante esse período, não foram abertos processos administrativos disciplinares contra ele, e o histórico funcional era considerado regular. A medida de afastamento foi tomada em caráter imediato, após a divulgação do caso que está sendo tratado pela Polícia Militar de Sergipe (PMSE) como possível feminicídio.
Investigação e prisão em flagrante
O crime ocorreu na madrugada do último domingo, 22. De acordo com a PMSE, Flávia Barros foi encontrada sem vida no interior do quarto de hotel. Tiago Sóstenes, que também estava no local, apresentava sinais vitais e foi socorrido por equipes de emergência. Ele foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e deu entrada na ala vermelha, permanecendo sob custódia policial.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que o suspeito se encontra em estado de saúde estável e segue acompanhado por profissionais médicos. A principal linha de investigação aponta que, após o homicídio, ele teria tentado suicídio. Mesmo hospitalizado, permanece preso em flagrante.
Perfil da vítima
Flávia Barros atuava no setor financeiro e cursava Direito. Bastante ativa nas redes sociais, compartilhava momentos da rotina, viagens e projetos pessoais. A morte da empresária gerou comoção entre amigos, familiares e seguidores, que prestaram homenagens virtuais e mensagens de despedida.
As autoridades sergipanas continuam reunindo informações para esclarecer as circunstâncias do crime. Não há, até o momento, previsão para a transferência do suspeito da unidade hospitalar para o sistema prisional.
Com informações de Infonet
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