Alex Albon descreveu em detalhes as dificuldades que a Williams enfrenta no início da temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo o piloto, o FW48 apresenta falhas de equilíbrio tão graves que, em alguns momentos, “parece um carro com três rodas”. O britânico-tailandês relatou ainda que, independentemente dos ajustes adotados pelos engenheiros, “nada resolve” o problema.
Nas três sessões de classificação já disputadas neste campeonato — duas no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, e uma no Grande Prêmio da China, em Xangai —, o melhor desempenho da equipe de Grove foi o 15º lugar obtido por Albon no grid australiano. O companheiro de equipe, Carlos Sainz, não pôde participar daquela tomada de tempos após enfrentar contratempos mecânicos no terceiro treino livre.
Albon explicou que a instabilidade do carro compromete tanto curvas de baixa quanto de alta velocidade e não tem sido atenuada pelos diferentes pacotes de acerto testados até agora. “Estamos lidando com problemas de equilíbrio que afetam toda a volta. Você tenta corrigir um trecho, mas surge outro obstáculo em seguida. Parece que sempre falta uma roda”, resumiu.
O piloto afirmou que a perda de rendimento verificada em Melbourne se repetiu em Xangai, onde a Williams novamente ficou fora do Q3. De acordo com ele, ajustes de distribuição de peso, cambagem e asa traseira foram tentados sem sucesso. “Mudamos tudo o que podíamos dentro do regulamento, e o carro continua reagindo da mesma forma”, acrescentou.
Além do ritmo de classificação, a equipe inglesa também enfrenta dificuldades no gerenciamento de pneus durante stints longos, o que tem comprometido as corridas de domingo. Albon reconheceu que esse cenário exige uma resposta rápida para evitar que a Williams se afaste ainda mais dos rivais diretos no pelotão intermediário.
Carlos Sainz, que chegou a ocupar o cockpit deixado vago por Logan Sargeant no fim de 2025, também vem sofrendo para extrair performance do FW48. A ausência forçada na Austrália e a falta de competitividade em Xangai mantiveram o espanhol fora da zona de pontuação nas duas primeiras etapas da temporada.
Sem esconder a frustração, Albon afirmou que a equipe precisa compreender “o que, de fato, está limitando o equilíbrio do carro” antes de pensar em pacotes de atualização maiores. “Se não entendermos a raiz do problema, qualquer peça nova corre o risco de mascarar defeitos em vez de solucioná-los”, alertou.
Enquanto a Williams trabalha na fábrica de Grove para encontrar respostas, o calendário segue para a próxima prova. A equipe espera chegar ao circuito seguinte com dados suficientes para implementar mudanças que restabeleçam a competitividade e evitem outra classificação fora do top-10.
Com informações de Motorsport.uol
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