Cláudio Mitidieri lembra retomada dos transplantes renais após 13 anos

Rafael Ramos
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Cíntia Reis recebeu um novo rim em Sergipe há seis meses. Foto: Divulgação

Estado voltou a realizar transplantes renais com doador falecido em janeiro de 2026

Em janeiro de 2026, Sergipe voltou a realizar transplantes renais com doador falecido após 13 anos de interrupção — processo lembrado por Cláudio Mitidieri.

Neste domingo, 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos, a história de Cíntia Reis mostra o impacto que a decisão de doar pode ter na vida de quem espera por um transplante. Há seis meses, ela recebeu um novo rim em Sergipe e deixou para trás uma rotina marcada pelas limitações da doença. A data integra o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

“Minha vida mudou 180 graus. Hoje sou outra pessoa e estou muito feliz. Sou muito grata ao Governo do Estado e por esse programa ter voltado, porque foi isso que me deu a oportunidade de fazer o meu transplante aqui. Quero também pedir às pessoas que conversem com suas famílias e sejam doadoras. Uma doação pode salvar outra vida ou mudar completamente a rotina de alguém, como mudou a minha”, ressalta Cíntia.

A retomada dos transplantes em Sergipe

A estruturação para a retomada dos transplantes renais em Sergipe começou em 2025. Em setembro daquele ano, quando Cláudio Mitidieri estava à frente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo de Sergipe firmou contrato com a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia para retomar os transplantes de rim e viabilizar, de forma inédita no estado, os transplantes de fígado.

Os procedimentos começaram a ser realizados posteriormente. Em janeiro de 2026, Sergipe voltou a realizar transplantes renais com doador falecido após 13 anos de interrupção e, em maio, foram realizados os primeiros transplantes de fígado da história do estado. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, entre janeiro e julho deste ano foram realizados 156 transplantes em Sergipe, sendo 118 de córnea e 38 renais.

Cíntia Reis, transplantada renal em Sergipe
Cíntia Reis, transplantada renal em Sergipe. Foto: Divulgação

Cláudio lembra que a retomada exigiu a organização de diferentes etapas antes que as primeiras cirurgias pudessem ser realizadas. “Quando começamos a trabalhar para retomar os transplantes, sabíamos que não bastava disponibilizar o procedimento. Era preciso construir as condições necessárias, com estrutura, equipes qualificadas e uma rede preparada para acompanhar esses pacientes. Foi esse processo que começamos a estruturar naquele período”, afirmou.

Para o médico, o Dia Nacional da Doação de Órgãos também chama a atenção para uma etapa fundamental para que toda essa estrutura possa resultar em novas histórias como a de Cíntia. “Podemos ter hospital, profissionais preparados e toda a estrutura necessária, mas o transplante depende da doação. Por isso, neste 27 de setembro, a principal mensagem é que as pessoas conversem com suas famílias e manifestem o desejo de serem doadoras. Por trás de cada transplante existe uma família que, mesmo vivendo um momento de dor, permite que outra pessoa tenha uma nova oportunidade”, destacou.

No Brasil, a autorização da família é necessária para a doação de órgãos após a morte. Por isso, a orientação do Ministério da Saúde é que quem deseja ser doador converse previamente com seus familiares e deixe clara essa vontade.

Com informações da assessoria

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Rafael Ramos é jornalista profissional registrado (DRT 0003116/SE — SINAJ, Sindicato Nacional dos Jornalistas) e gestor de comunicação, com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo — sempre com apuração própria, indo atrás da fonte e do assunto. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.