O deputado estadual Marcos Oliveira (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) na manhã desta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, para denunciar a falta de água em diferentes regiões do estado. Segundo o parlamentar, a escassez já provocou a suspensão de aulas em escolas de Itabaiana.
“Estamos vendo escolas sendo fechadas em Itabaiana por falta de água. Isso é um absurdo e precisa ser enfrentado com seriedade. O povo sergipano está sendo humilhado”, declarou Oliveira.
Críticas à Companhia de Saneamento
Durante o pronunciamento, o deputado questionou a política de investimentos da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e cobrou explicações do governo estadual sobre a utilização dos recursos da empresa. Ele pediu um debate técnico, com a participação do economista e também deputado Luciano Pimentel (PP), para avaliar a vantagem entre usar o caixa da companhia ou recorrer a empréstimos.
“O governador precisa explicar por que não se utilizam os recursos da Deso e, em vez disso, são feitos empréstimos. Qual é a lógica de deixar o dinheiro rendendo e contrair dívidas?”, questionou.
Oliveira classificou ainda a concessão da Deso como “um ato que humilha o povo sergipano” e cobrou soluções concretas. “Não adianta piadinhas ou sarcasmo. A obrigação de quem governa é trazer respostas e alternativas para o sofrimento do nosso povo”, completou.
Outras pautas no plenário
No mesmo discurso, o parlamentar voltou a cobrar a devolução dos 14% descontados dos aposentados estaduais durante a gestão do ex-governador Belivaldo Chagas. Ele garantiu que a oposição seguirá defendendo a categoria.
Marcos Oliveira também destacou a votação do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Para ele, apesar de possíveis falhas, o pagamento representa avanço no reconhecimento de um direito já confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Se pudermos fazer os devidos apontamentos e correções, será de muito mais valia para aqueles que há tanto tempo esperam por um direito que lhes foi negado e que agora começa a ser reconhecido”, afirmou.
Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe
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