Daniel Vorcaro apresenta nova proposta de delação à PF e à PGR

Rafael Ramos
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, protocolou uma nova proposta de delação premiada junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi entregue durante uma reunião na segunda-feira, 1º de junho, e inclui nomes de novos envolvidos que não estavam presentes na versão anterior.

Entre os novos personagens citados na proposta de delação está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que é amigo próximo de Vorcaro. Fontes próximas ao banqueiro afirmam que sua inclusão na nova proposta era inevitável, especialmente após a PF encontrar mensagens trocadas entre ele e o senador no celular de Vorcaro.

A nova versão da delação é descrita como “reformulada, ampliada e aprofundada”, e agora cabe à PF e à PGR analisar as informações apresentadas para decidir se darão continuidade às negociações com o banqueiro.

Conforme informações divulgadas anteriormente, uma nova reunião entre os advogados de Vorcaro e representantes da PF e da PGR estava agendada para esta quarta-feira, 3 de junho, mas foi cancelada.

Outro aspecto relevante da nova proposta de delação é um capítulo específico que aborda o patrocínio de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação busca esclarecer os termos desse patrocínio e rastrear a origem e o destino dos valores significativos destinados à produção do filme.

Além disso, o inquérito relacionado à fraude envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos com a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que supostamente solicitou a Vorcaro um montante de R$ 134 milhões para financiar o projeto cinematográfico. Até o momento, os registros indicam que somente R$ 61 milhões foram repassados.

Os investigadores estão averiguando se a intenção do parlamentar era utilizar seu mandato em benefício dos interesses do Banco Master. Flávio Bolsonaro reconheceu a parceria com o banco, mas negou qualquer irregularidade, afirmando que os recursos foram destinados a um fundo de investimento encarregado da produção do filme.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.