Congresso realiza sessão solene em memória de policiais mortos na Operação Contenção

Rafael Ramos
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Brasília – O Congresso Nacional promoveu nesta quarta-feira (12) sessão solene para homenagear os quatro policiais que morreram na Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

O tributo foi dedicado aos soldados da Polícia Militar Heber Carvalho da Fonseca e Clei Serafim Gonçalves, bem como aos agentes da Polícia Civil Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho. Familiares e amigos acompanharam a cerimônia, que também reverenciou o governador fluminense Cláudio Castro e as corporações militares e civis do estado.

Proposta partiu de parlamentares do PP

O requerimento da homenagem foi apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pelo deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ). Nogueira defendeu o reconhecimento “da coragem e dos méritos” dos envolvidos na ação, considerada a mais letal já registrada no país, com 121 mortos, incluindo os quatro policiais.

Para Doutor Luizinho, a operação marcou o enfrentamento às facções criminosas no estado. “Temos orgulho de o Rio de Janeiro voltar a ser protagonista”, declarou o parlamentar, destacando o dever do Legislativo de reverenciar o sacrifício diário das forças de segurança.

Balanço da operação

Dados do governo fluminense indicam que a Operação Contenção resultou na morte de 117 suspeitos, na apreensão de 93 fuzis e na prisão de 113 pessoas. Dos 100 mandados de prisão expedidos, 20 foram cumpridos. O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como liderança do Comando Vermelho, segue foragido.

Entidades de direitos humanos, associações de moradores e especialistas criticaram a operação. A Anistia Internacional qualificou a ação como “desastrosa”.

Governador critica limites do STF

Presente à sessão, o governador Cláudio Castro afirmou que “as únicas vítimas da Operação Contenção foram os policiais mortos e feridos” — nove agentes também ficaram lesionados. Castro voltou a questionar as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas, que condiciona operações policiais em comunidades carentes desde 2020, especialmente próximas a escolas e hospitais.

Segundo o governador, “foi preciso uma grande operação e o sangue de quatro guerreiros para o Brasil perceber que há um lado claro” no combate ao crime.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.