Pequim – O Ministério das Relações Exteriores da China condenou, nesta quinta-feira (8), a interceptação e apreensão de dois navios-petroleiros pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em águas internacionais na última quarta-feira (7).
A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, classificou a ação como “grave violação do direito internacional”. Segundo ela, ao “apreender arbitrariamente embarcações de outros países em alto-mar”, Washington infringiu a soberania de terceiros Estados e os princípios da Carta da ONU.
Navios identificados
De acordo com o governo norte-americano, os petroleiros Marinera (anteriormente registrado como Bella I) e M/T Sophia foram detidos por descumprirem sanções impostas pelos EUA. A operação ocorreu em cumprimento a mandado expedido por um tribunal federal.
A secretária norte-americana de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que as embarcações seriam usadas para transportar petróleo venezuelano a outros países. Noem relatou que o Marinera foi perseguido “por semanas” até ser interceptado no Atlântico Norte, dentro da zona econômica exclusiva da Islândia, segundo informações do site de rastreamento marítimo MarineTraffic. O navio, que navegava com bandeira russa, teria trocado de nome e de bandeira poucos dias antes da abordagem, numa tentativa de burlar as sanções.
Reação russa
Em nota difundida pela agência estatal russa TASS, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu que Washington interrompa “imediatamente” a ação contra o Marinera. A pasta informou que o petroleiro recebeu autorização temporária para hastear bandeira russa em 24 de dezembro e seguia rumo a portos do país. O governo russo também pediu tratamento digno para a tripulação.
Segunda embarcação
O M/T Sophia foi interceptado no Mar do Caribe. Segundo o Comando Sul dos EUA, o navio realizava “atividades ilícitas” em águas internacionais e está sendo escoltado para território norte-americano.
Suporte à Venezuela
Durante a mesma coletiva em Pequim, Mao Ning reiterou o apoio de seu país à Venezuela e disse que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional “para defender a autoridade do direito internacional, o multilateralismo, a paz e a estabilidade mundial”.
Questionada sobre artigo publicado pelo alto-comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, no jornal The Guardian, a porta-voz afirmou que Pequim “rejeita a transformação dos direitos humanos em instrumento político” e se opõe a intervenções externas sob esse pretexto.
Fonte: Agência Brasil
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