O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto, do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), alcançou a marca de quase 60 implantes de marca-passo nos últimos seis meses e, com isso, zerou a fila de pacientes que aguardavam o dispositivo no estado. O resultado coloca a unidade, localizada em Aracaju, como referência no tratamento de arritmias cardíacas.
Atendimento agilizado
A redução do tempo de espera ficou evidente no caso da aposentada Maria de Lourdes, moradora de Pedro Alexandre, na Bahia. Após episódios de tontura, perda de consciência e dores no peito, ela procurou assistência no Hospital Regional de Itabaiana, no agreste sergipano. Diante do agravamento do quadro, foi transferida para o Huse, onde passou por eletrocardiograma que confirmou bradicardia — frequência cardíaca muito baixa — e indicou a necessidade do implante. “Estou achando uma maravilha. Não pensava que fosse tão rápido”, relatou a paciente.
Segundo o cardiologista e coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, o marca-passo é essencial para casos de arritmias graves. “É um dispositivo de estimulação intracardíaca usado principalmente em bradicardias, muito comuns na terceira idade”, explicou. Ele destaca que, atualmente, o procedimento é realizado entre 10 e 15 dias após a solicitação, e, em emergências, no mesmo dia.
Referência na rede pública
Do total de procedimentos, mais de 50 foram finalizados recentemente, contribuindo para a eliminação da fila. “Foi um ganho para a saúde pública. Antes, muitos pacientes aguardavam por longos períodos”, afirmou Edvaldo Santos.
A cirurgiã cardíaca Leila Nogueira detalhou o método utilizado. “Tratamos arritmias que deixam o coração lento. O marca-passo regula a atividade elétrica e impede que o paciente volte a apresentar ritmo cardíaco abaixo do normal”, disse.
Imagem: Divulgação
O serviço de Hemodinâmica do Huse é administrado pela Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC), instituição com experiência técnica e gerencial em cardiologia. A parceria permitiu ampliar a capacidade de atendimento e garantir assistência mais rápida a pacientes de todo o estado.
Com a fila zerada, o hospital passa a oferecer implantes com maior celeridade, beneficiando principalmente idosos que dependem do dispositivo para manter a frequência cardíaca adequada e reduzir riscos de novos desmaios ou complicações decorrentes da baixa irrigação cerebral.
Com informações de Saude.se.gov
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