O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), em Aracaju, mantém média mensal de 900 a 950 atendimentos voltados ao Pré-natal de Alto Risco (PNAR), consolidando-se como referência estadual no cuidado a gestantes com complicações. Desse total, cerca de 500 consultas são conduzidas diretamente pela equipe de obstetrícia.
De acordo com a gerente assistencial Zaira Freitas, o fluxo para o serviço começa na Unidade Básica de Saúde (UBS). “Quando o risco é detectado na atenção primária, a gestante é encaminhada ao Caism. Recebemos pacientes de vários municípios sergipanos e oferecemos assistência multiprofissional, com obstetras, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros obstetras”, descreveu.
Critérios definidos pelo Ministério da Saúde
O ginecologista obstétrico Marcos Hernani explica que o encaminhamento para o PNAR segue protocolos oficiais. “Os critérios são os mesmos descritos nos manuais do Ministério da Saúde. As causas mais frequentes de referência são diabetes, hipertensão arterial, hipertensão crônica e doenças renais, hematológicas ou autoimunes. Todas exigem vigilância especializada durante a gestação”, ressaltou.
Segundo o médico, a abordagem precoce é decisiva para evitar desfechos negativos. “Nosso compromisso é reduzir a ocorrência de morte fetal, complicações obstétricas e riscos maternos. Embora nem todos os problemas possam ser totalmente prevenidos, a maioria pode ser identificada e acompanhada a tempo”, afirmou.
Acompanhamento compartilhado
Mesmo após o início do atendimento no Caism, a gestante deve manter consultas na UBS de origem, pois os intervalos de retorno no centro especializado costumam ser maiores. Hernani observa ainda que o parto nem sempre precisa ocorrer em maternidade de alto risco: “Se não houver outras intercorrências, a paciente pode dar à luz em unidades de referência convencionais”.
Depoimentos de usuárias
A fotógrafa Renata Carolina, 26 anos, moradora de Barra dos Coqueiros, relata ter sido encaminhada depois de alterações recentes nos exames. “Desde que cheguei, o acolhimento é excelente. Estou no fim da gestação e me sinto segura com a equipe”, declarou.
Já a ajudante de cozinha Flaviana Oliveira, 32 anos, vivencia a segunda gravidez, desta vez classificada como alto risco. “Na primeira gestação fui acompanhada na minha cidade, mas agora precisava de cuidado mais específico. Estou com 34 semanas e indico o Caism, porque aqui temos acesso a exames e recursos que nem sempre encontramos em outros locais”, disse.
Com a atuação articulada entre atenção básica e serviço especializado, o Caism reforça a estratégia da Secretaria de Estado da Saúde de oferecer acompanhamento contínuo e qualificado às gestantes que demandam vigilância ampliada, prezando pela segurança de mães e bebês em todo o território sergipano.
Com informações de Saude.se.gov
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