BRB promete cooperar com investigações do Caso Master no Senado

Claudio Vasconcelos
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Convocado à CAE, presidente do BRB garantiu colaboração nas apurações sobre fraudes. Nelson Souza resistia à participação e só cedeu após convocação formal dos senadores.

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, se comprometeu a colaborar com as investigações relacionadas ao Caso Master durante sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em sua fala, ele enfatizou: “O banco vai colaborar com as investigações e com a punição dos responsáveis pelas fraudes”.

O convite para que Nelson Souza comparecesse à comissão se transformou em convocação, uma vez que o presidente do BRB havia declarado que só participaria após a publicação do balanço do banco do ano anterior. Contudo, essa publicação ainda não ocorreu e só deve acontecer ao final da auditoria independente.

Nesta terça-feira, 9 de junho, ele reforçou sua posição afirmando: “Não temos interesse em cobrir qualquer coisa do passado. Pelo contrário. Nós estamos trabalhando de mãos dadas com a Polícia Federal, com a Procuradoria Geral da República, com o Banco Central, com o STF e por isso que nós estamos aqui hoje nessa Comissão”.

Embora tenha ressaltado a importância da transparência, Nelson não pôde fornecer todos os detalhes devido a questões de sigilo bancário e ao andamento das investigações. Ele mencionou que, ao assumir a presidência em novembro, após a Operação Compliance Zero, 23% das ações do BRB estavam em nome de pessoas vinculadas ao Master. Segundo ele, o bloqueio dessas ações já foi realizado, assim como o pedido de ressarcimento.

Além disso, um acordo de recuperação do banco foi estabelecido por meio de uma conciliação com o governo e o Supremo Tribunal Federal. A governadora Celina Leão encaminhou um projeto de lei à Câmara Legislativa, que visa autorizar a captação de empréstimo superior a R$ 6,5 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Nelson ainda destacou: “Eu tenho 45 anos no mercado financeiro, mas eu nunca vi uma engenharia financeira feita dessa natureza e tão republicana. É um empréstimo do FGC, que é um fundo privado, que é constituído pelas contribuições dos bancos públicos ou privados, que ele faz para o GDF com a fiança ou com a garantia dos grandes bancos brasileiros e a contragarantia de FPE e FPM dada a esses bancos pelo GDF. É uma engenharia financeira jamais vista neste país”.

Por fim, o presidente do BRB fez um apelo aos senadores do Distrito Federal, solicitando a aprovação da proposta na Câmara Legislativa.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.