O governo revisou para cima a projeção da balança comercial brasileira. Alta de 32% sobre 2025 coloca o país perto do recorde histórico de exportações líquidas.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a elevação da projeção de superávit da balança comercial brasileira para US$ 90 bilhões em 2026. Anteriormente, a expectativa era de US$ 72,1 bilhões.
Se essa nova previsão se confirmar, o superávit será o segundo maior da série histórica, perdendo apenas para o resultado registrado em 2023. Isso representa um aumento de 32,3% em comparação ao saldo de US$ 68,1 bilhões obtido em 2025.
A revisão foi divulgada nesta sexta-feira (3), após o governo observar um desempenho melhor do que o esperado nas exportações e importações durante o primeiro semestre do ano.
As exportações, por exemplo, cresceram 11,5% nos primeiros seis meses de 2026, mesmo diante de desafios como a guerra no Oriente Médio e a imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump.
Além da nova estimativa para o superávit, o MDIC também atualizou suas projeções para o fluxo de comércio do país em 2026. A expectativa é que o Brasil exporte US$ 394,4 bilhões, um aumento de US$ 30,2 bilhões em relação à previsão anterior, divulgada em abril. Para as importações, a projeção subiu de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, destacou que a revisão reflete a aceleração do comércio exterior brasileiro. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, afirmou.
Os novos dados foram divulgados juntamente com o resultado da balança comercial de junho, que apresentou um superávit de US$ 9,8 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, representando uma alta de 24,9% em relação a junho de 2025. As importações, por sua vez, somaram US$ 26,5 bilhões, um crescimento de 14,4%.
O aumento das exportações foi favorecido, em grande parte, pela indústria extrativa, que viu suas exportações crescerem 58,4%.
O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pela expansão das exportações. O MDIC informou que o valor exportado aumentou devido à combinação de preços internacionais mais altos e ao crescimento do volume embarcado. Em comparação a junho do ano passado, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado cresceu 6,8%.
Além do petróleo, também contribuíram para o crescimento as exportações de soja e o aumento nas vendas de carnes, combustíveis e farelo de soja pela indústria de transformação.
Entre janeiro e junho de 2026, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 42,4 bilhões, superando os US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. No semestre, as exportações totalizaram US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, reforçando a expectativa do governo de um desempenho recorde do comércio exterior em 2026.
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



