O governo brasileiro assinou, em Seul, três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com instituições da Coreia do Sul para nacionalizar a produção de bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte. Os entendimentos envolvem transferência de tecnologia e preveem investimento de até R$ 1,104 bilhão do Ministério da Saúde no primeiro ano.
De acordo com a pasta, a iniciativa reforça a capacidade industrial do país em itens estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), reduz o risco de desabastecimento decorrente de oscilações internacionais e contribui para gerar empregos e renda. Além disso, ao internalizar a fabricação, o governo espera ampliar o acesso da população a terapias consideradas de alto custo.
Detalhes de cada parceria
A produção do aflibercepte – medicamento fundamental no tratamento da degeneração macular relacionada à idade – será conduzida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Bionovis S.A. e a sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda.
Para o bevacizumabe, usado contra diferentes tipos de câncer e em indicações oftalmológicas, participam a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.
Já o eculizumabe, indicado para o tratamento da hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença sanguínea rara, será produzido pela Bahiafarma em conjunto com Bionovis S.A. e Samsung Bioepis Co., Ltda.
“Essas parcerias representam transferência de tecnologia, produção local e fortalecimento da base industrial nacional, além de garantir previsibilidade para o setor privado e compromisso de longo prazo do Estado brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na missão oficial à Coreia do Sul.
Cooperação em inovação
Durante a visita, os dois países também firmaram um Memorando de Entendimento em Saúde (MoU) entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul. O documento estabelece bases para cooperação em inovação biomédica e farmacêutica, saúde digital, ecossistemas de dados, excelência clínica, terapias avançadas e fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde e da força de trabalho.
Segundo o Ministério da Saúde, a missão resultou ainda em seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde, abrangendo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, terapias voltadas a determinados tipos de câncer e soluções para doenças oftalmológicas. Na avaliação da pasta, os entendimentos marcam avanço tecnológico relevante e ampliam possibilidades de futuras colaborações entre Brasil e Coreia do Sul.
Com informações de Agência Brasil
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