Brasil denuncia na OEA “afronta gravíssima” com sequestro de Nicolás Maduro

Robson Alves
2 Min Leitura

Em sessão extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta terça-feira (6), o embaixador brasileiro junto ao órgão, Benoni Belli, classificou como “afronta gravíssima” à soberania venezuelana a operação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro no sábado (3).

“Os bombardeios em território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, afirmou Belli. Segundo o diplomata, atos de força colocam em risco o multilateralismo ao privilegiar “a lei do mais forte”. Ele rejeitou a ideia de que “os fins justificam os meios” e defendeu o respeito ao direito internacional e às instituições multilaterais.

Posição reiterada na ONU

No dia anterior, em reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o representante permanente do Brasil, Sérgio Danese, adotou argumento semelhante ao repudiar a intervenção armada conduzida por Washington.

Ação militar e remoção para Nova York

Tropas norte-americanas retiraram à força Maduro e a primeira-dama Cilia Flores do território venezuelano. A operação deixou mortos entre integrantes da guarda presidencial e provocou explosões em Caracas. Conduzido a Nova York, o casal compareceu na segunda-feira (5) a uma audiência de custódia na Justiça federal dos Estados Unidos.

Maduro declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado, dizendo-se “prisioneiro de guerra” e “homem decente”. Ele e Flores permanecem detidos em um presídio federal no bairro do Brooklyn.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.