Brasil bate recorde histórico: desemprego cai para 5,6% em maio

Robson Alves
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O Brasil alcançou o menor índice de desemprego da história: 5,6% no trimestre encerrado em maio. O dado supera marcas anteriores e representa queda frente aos 6,2% registrados em 2024.

A taxa de desemprego no Brasil, referente ao trimestre encerrado em maio, ficou em 5,6%. Este resultado representa a menor taxa já registrada para o período desde o início da pesquisa em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Comparando com o trimestre anterior, que incluiu os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando a taxa estava em 5,8%, houve uma redução significativa. Em 2025, o índice para o mesmo trimestre era de 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa.

O levantamento revelou que o Brasil contava com 6,1 milhões de pessoas desocupadas, um número estável em comparação ao trimestre anterior, que registrou 6,2 milhões. Em relação ao ano passado, houve uma queda de 9,3%, quando o total de desocupados era de 6,7 milhões.

A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, mostrando um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior, o que corresponde a mais 558 mil trabalhadores.

A pesquisa do IBGE analisa o mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos, considerando todas as formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, temporários e autônomos.

De acordo com os critérios do IBGE, uma pessoa só é considerada desocupada se procurou uma vaga de emprego 30 dias antes da pesquisa. Para isso, a pesquisa é realizada em 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O rendimento médio mensal do trabalhador no trimestre encerrado em maio ficou em R$ 3.726, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, que registrou R$ 3.756, e apresentando um aumento de 4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esses valores são reais, ou seja, já consideram a inflação do período.

A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,3%, totalizando 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano atrás, essa taxa era de 37,8%. O IBGE categoriza como informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, que não têm garantias como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Além disso, a pesquisa indicou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, equivalente a 68,4 milhões de pessoas. A contribuição para institutos de previdência assegura direitos como aposentadoria, benefícios por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera como contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e autônomos que tenham contribuído para a previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal. Vale ressaltar que um trabalhador informal, como um autônomo que não possui CNPJ, pode ser um contribuinte individual do INSS.

Marcos históricos da Pnad revelam que a menor taxa de desemprego registrada foi de 5,1% no último trimestre de 2025. Por outro lado, a maior taxa já verificada foi de 14,9%, alcançada em dois períodos: nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.