A bolsa brasileira teve um dia difícil nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, fechando em forte queda. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,22%, encerrando o pregão aos 170.330 pontos. O dólar comercial também apresentou alta, subindo 1,14% e fechando a R$ 5,067. Esse movimento foi impulsionado pela aversão global ao risco, com os investidores buscando ativos mais seguros.
O cenário de tensão no Oriente Médio e as preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países contribuíram para a deterioração do humor dos investidores. Após uma recuperação na terça-feira, 2 de junho, o Ibovespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio. Durante o pregão, o índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos, mas conseguiu se manter acima dos 170 mil pontos no fechamento.
Com essa queda, a bolsa atingiu seu menor nível desde 20 de janeiro, e na semana, o índice acumula uma queda total de 1,99%. O desempenho do Ibovespa em 2026, que já havia mostrado um avanço, foi reduzido para 5,71% devido a esses fatores adversos.
“A situação geopolítica e as novas propostas tarifárias estão deixando os investidores cautelosos”, comentou um analista do mercado financeiro.
O movimento de venda de ações e a busca por segurança também impactaram o mercado de câmbio. O dólar, além de ter subido em relação ao real, atingiu uma máxima de R$ 5,09 durante a tarde. Este foi o maior nível da moeda americana desde 8 de abril. O real teve um desempenho negativo entre as moedas emergentes, refletindo a saída de recursos da bolsa brasileira e o posicionamento defensivo dos investidores, especialmente antes do feriado de Corpus Christi.
Embora o dólar tenha subido nesta quarta-feira, ele ainda acumula uma queda de 7,69% frente ao real ao longo de 2026. Essa alta é acompanhada pela valorização da moeda americana no exterior, que se deve a dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos e à expectativa de que os juros permanecerão elevados por mais tempo.
Além disso, os preços do petróleo também subiram, impulsionados por incertezas em relação a um acordo entre Estados Unidos e Irã, além da continuidade dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de energia. O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,89%, fechando a US$ 97,81, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,4%, terminando o dia a US$ 96,02.
O mercado continua atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, um cenário que suscita preocupações com a inflação e aumenta a cautela dos investidores em todo o mundo.
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