BNDES abre R$ 17 mi para organizações de periferias em Sergipe

Rafael Ramos
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Coletivos e entidades sociais sergipanas podem se inscrever no edital BNDES Periferias Fortes – Nordeste. São 85 vagas para organizações de favelas e comunidades periféricas da região.

Organizações sociais e coletivos de Sergipe que atuam em favelas e comunidades periféricas poderão se inscrever no edital BNDES Periferias Fortes – Nordeste, lançado no dia 30 de junho pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Instituto Ekloos.

O edital conta com um investimento superior a R$ 17 milhões e irá selecionar 85 iniciativas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

As organizações escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento institucional, que será gerida pelo Instituto Ekloos, com capacitações, mentorias especializadas, apoio à formalização e acesso a recursos financeiros de até R$ 100 mil para iniciativas de pequeno porte e até R$ 300 mil para organizações de médio porte.

“O desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias. Esses territórios têm potência econômica, capacidade empreendedora, lideranças comunitárias fortes e soluções construídas por quem conhece de perto os desafios locais. O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas através da plataforma oficial do programa, onde também estão disponíveis o edital completo e as orientações para participação.

“O desenvolvimento das periferias brasileiras passa pelo fortalecimento das lideranças e das organizações sem fins lucrativos que atuam diariamente nos territórios. Muitas dessas iniciativas já produzem transformações relevantes, mas enfrentam desafios para acessar recursos, estruturar processos e ampliar seu alcance”, explica Andréa Gomides, fundadora do Instituto Ekloos.

Podem participar do edital organizações sem fins lucrativos formalizadas e coletivos ainda não formalizados, desde que possuam um histórico comprovado de atuação em seus territórios. As propostas devem focar na promoção de benefícios para populações de baixa renda, especialmente nas áreas de geração de emprego e renda, educação, saúde, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional.

O programa prioriza também organizações lideradas por mulheres, jovens, pessoas negras e membros das próprias comunidades periféricas.

“O Banco percebe as favelas como territórios de potência e de inovação. Por isso, valorizamos muito no BNDES Periferias o protagonismo da população local. Todas as ações se ancoram em um diagnóstico feito por essa população, pois sabemos que quem conhece é quem vive no local”, diz Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES.

Os participantes terão acesso a uma trilha de formação que inclui capacitações online e ao vivo, além de mentorias individualizadas. Os conteúdos abordam temas como elaboração e gestão de projetos, captação de recursos, comunicação, planejamento estratégico, transparência, governança e sustentabilidade financeira.

As mentorias serão adaptadas ao estágio de cada organização, focando na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e na construção de estratégias para fortalecer a instituição e ampliar seu impacto social.

Ao final, os participantes apresentarão seus planos de sustentabilidade e consolidação institucional para uma banca avaliadora.

O edital também prevê apoio à formalização de coletivos que ainda não possuem registro jurídico, ampliando suas possibilidades de acesso a financiamento e novas oportunidades de desenvolvimento. Além disso, serão oferecidas bolsas de incentivo para as lideranças que participarem da formação.

Desde 2024, o BNDES Periferias já disponibilizou R$ 355 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar ações em favelas e comunidades urbanas. A expectativa é apoiar 9.160 empreendedores periféricos, incluindo mais de 6 mil mulheres e 4.777 pessoas negras e pardas.

“O BNDES Periferias foi construído em diálogo com quem vive e atua nas comunidades. Nosso objetivo é reconhecer e fortalecer a capacidade de organização desses territórios”, afirma Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.