Atividade física regular é aliada do envelhecimento saudável, apontam especialistas

Portal de Notícias Foco SE
3 Min Leitura

No Dia de Conscientização e Combate ao Sedentarismo, celebrado nesta segunda-feira (10), médicos e professores universitários reforçaram a importância do movimento para garantir um envelhecimento com mais autonomia e menos doenças crônicas. Segundo os especialistas, incluir exercícios na rotina desde cedo, mas sobretudo na terceira idade, diminui a incidência de hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol elevado e perda de massa muscular.

Karoline Fiorotti, médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, explica que o sedentarismo favorece a sarcopenia – processo de redução progressiva de força e massa muscular. “Essa perda compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações”, destaca. A geriatra observa que o organismo do idoso responde rapidamente à falta de atividade: em poucas semanas já é possível perceber diminuição da força, piora do equilíbrio e queda da capacidade cardiorrespiratória.

Raul Oliveira, professor do curso de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, acrescenta que não é necessário recorrer a treinos complexos para colher benefícios. “Atividades simples, como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar ou realizar tarefas domésticas, preservam a força muscular, a mobilidade articular, o equilíbrio e a coordenação”, afirma. Esses fatores, segundo ele, sustentam a independência em ações cotidianas, como tomar banho, vestir-se e locomover-se.

Consequências da inatividade

Os especialistas listam dez impactos principais do sedentarismo observados com maior frequência em pessoas idosas:

1. Perda de massa muscular – acelera a limitação para subir escadas, levantar da cadeira ou carregar objetos.

2. Aumento do risco de quedas – a fraqueza e a piora da coordenação elevam a chance de fraturas.

3. Rigidez articular e dor crônica – articulações pouco usadas perdem flexibilidade e agravam quadros de artrose.

4. Declínio de memória e cognição – menor circulação cerebral favorece perdas cognitivas.

5. Osteoporose e fraturas – ossos sem estímulo perdem densidade, tornando-se mais frágeis.

6. Mais doenças crônicas – hipertensão, diabetes e dislipidemias tendem a se agravar.

7. Alterações no sono – a regulação do ciclo sono-vigília enfraquece, provocando insônia e sono fragmentado.

8. Maior risco de ansiedade e depressão – a produção menor de endorfina e serotonina afeta o humor.

9. Queda da imunidade – o organismo fica mais suscetível a infecções respiratórias e outras doenças.

10. Problemas gastrointestinais – o trânsito intestinal torna-se mais lento, favorecendo a constipação.

Além de preservar o corpo, a prática regular de exercícios estimula memória e raciocínio ao longo de toda a vida. Profissionais de saúde recomendam pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada, complementados por exercícios de força e alongamento adaptados à condição individual.

Com informações de Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Conta institucional do Foco SE. Assina as matérias produzidas ou editadas pela equipe do portal, quando não há assinatura individual. Correções, complementações e pedidos de direito de resposta podem ser enviados para contato@focose.com.br e são publicados com o mesmo destaque da matéria original, nos termos da Lei nº 13.188/2015.