O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), exonerou nesta terça-feira, 16 de dezembro, o chefe de gabinete Rui Bulhões. A saída foi oficializada em edição extra do Diário Oficial do Legislativo fluminense.
Bulhões tornou-se alvo da segunda fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na mesma ação, foi preso o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) Macário Ramos Júdice Neto.
Por ordem do STF, agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Bulhões. O imóvel do então presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), também foi vasculhado.
Investigadores suspeitam de que o desembargador Júdice Neto tenha repassado informações sigilosas a Bacellar sobre a operação que resultou na prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, em setembro. À época, Neto era relator do caso.
O superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão, informou que o TRF2 presta “apoio irrestrito” à nova fase da operação. Segundo Galvão, TH Joias foi transferido na noite desta terça-feira para um presídio federal, por decisão de Alexandre de Moraes. Ele estava detido na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, no Complexo de Gericinó, em Bangu.
Acusações contra TH Joias
Designer de joias eleito deputado estadual pelo MDB, TH Joias foi preso em 3 de setembro de 2025 sob suspeita de atuar como braço político e operador financeiro da facção criminosa Comando Vermelho. Ele responde por tráfico, lavagem de dinheiro, corrupção e comércio de armas, além de ser acusado de usar o mandato para favorecer o grupo.
Medidas impostas a Bacellar
No início de dezembro, mensagens interceptadas no celular de TH Joias levaram o STF a decretar a prisão de Bacellar, que ficou detido por cinco dias. A própria Alerj revogou a ordem e, no dia seguinte, Bacellar solicitou licença do cargo.
Ao autorizar a soltura, o ministro Alexandre de Moraes impôs ao deputado o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar, afastamento da presidência da Alerj, proibição de contato com outros investigados, suspensão do porte de arma e entrega do passaporte.
Fonte: Agência Brasil
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