Anvisa libera Voranigo, primeiro comprimido para tratar gliomas de baixo grau

Claudio Vasconcelos
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Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o registro do medicamento Voranigo (vorasidenibe), primeiro tratamento oral destinado a tumores cerebrais do tipo glioma de baixo grau com mutações nos genes IDH1 ou IDH2.

Produzido pela farmacêutica Servier, o fármaco será ofertado em comprimidos de uso diário. A indicação cobre pacientes a partir de 12 anos diagnosticados com astrocitomas ou oligodendrogliomas grau 2 que já passaram por cirurgia e não necessitam, no momento, de radioterapia ou quimioterapia.

Como o medicamento age

O vorasidenibe é um inibidor específico das enzimas IDH1 e IDH2 mutadas. Ao bloqueá-las, impede a formação de metabólitos que favorecem a multiplicação das células tumorais, retardando a progressão da doença.

Importância clínica

Para o oncologista Fernando Maluf, a autorização representa “o maior avanço em duas décadas” no tratamento de gliomas. Esses tumores são os mais frequentes no cérebro, e as formas de baixo grau afetam principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens.

Até agora, as opções disponíveis se resumiam a novas cirurgias, radioterapia ou esquemas de quimioterapia, que trazem efeitos colaterais relevantes. Segundo Maluf, o novo comprimido oferece alternativa menos agressiva, com boa tolerabilidade e potencial para poupar intervenções mais drásticas.

O laboratório não informou quando o produto chegará ao mercado nem o preço estimado.

Com informações de Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.