A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Associação Brasileira de Neuro-Oftalmologia (ABNO) publicaram notas de alerta neste domingo (28) depois da confirmação de nove casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas no estado de São Paulo, dois deles fatais.
Preocupação da indústria
Em comunicado, a Abrabe manifestou “profunda preocupação e solidariedade às vítimas e familiares”. A entidade informou que, somente em 2025, mais de 160 mil produtos falsificados foram apreendidos em ações de combate ao mercado ilegal, além de insumos e equipamentos utilizados na fabricação clandestina.
A associação destacou que trabalha na orientação sobre requisitos técnicos e regulatórios do setor, na promoção do consumo responsável e na defesa de um mercado “legal, seguro e responsável”. A Abrabe também reforçou o compromisso de colaborar com os governos federal e estadual para proteger os consumidores.
Risco à visão
A ABNO alertou que a ingestão de metanol pode provocar neuropatia óptica, condição que pode levar à perda irreversível da visão. De acordo com a entidade, entre 12 e 24 horas após o consumo surgem sintomas como dor de cabeça, náusea, vômito, dor abdominal, confusão mental e visão turva repentina ou cegueira.
O diagnóstico depende do relato clínico, exames de sangue e de imagem. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com antídotos (como etanol intravenoso), bicarbonato para corrigir a acidose, vitaminas (ácido fólico ou folínico) e, em casos graves, hemodiálise para remover o tóxico do organismo.
Medidas de emergência
Diante do aumento das ocorrências, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) emitiram nota técnica com recomendações urgentes a estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em São Paulo.
Até o momento, nove pessoas foram intoxicadas em um intervalo de 25 dias, resultando em duas mortes.
Fonte: Agência Brasil
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