Com 47% dos votos válidos, o senador abriu vantagem de mais de 2,5 milhões de votos. A disputa pela Presidência será definida em 25 de outubro.
O Brasil vai decidir seu próximo presidente em segundo turno. Flávio Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT, vão se enfrentar no dia 25 de outubro, após o resultado do primeiro turno mostrar uma diferença de mais de 2,5 milhões de votos entre os dois.
Flávio Bolsonaro saiu na frente com 47% dos votos válidos no primeiro turno. O senador busca trazer de volta a sua família à Presidência. Ele venceu em todos os estados do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste. No Norte, foi vitorioso em Roraima, Rondônia, Tocantins e Acre.
Flávio Bolsonaro
- Votos válidos: 47%
- Regiões vencidas: todos os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste
- Estados no Norte: Roraima, Rondônia, Tocantins e Acre
Lula registrou 45% dos votos válidos e terá que buscar uma virada para conseguir seu quarto mandato. O presidente ficou na frente nos estados do Nordeste e em parte da região Norte, incluindo Pará, Amapá e Amazonas.
Lula
- Votos válidos: 45%
- Regiões/estados em que ficou à frente: Nordeste; Pará; Amapá; Amazonas
Com a definição dos dois candidatos que vão ao segundo turno, a disputa passa a concentrar atenção nos eleitores que votaram em terceiros nomes no primeiro turno. Entre esses estão candidatos que terão seus votos disputados por Flávio Bolsonaro e Lula.
Outros candidatos e votos
- Augusto Cury (Avante): quase 3%
- Renan Santos (MBL): 2%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Demais candidatos: cada um não alcançou 1% dos votos válidos
As abstenções chegaram a 21% do eleitorado. Os votos em branco e nulos, somados, alcançaram quase 4% dos votos. Esses números serão observados à medida que a campanha para o segundo turno se intensificar, já que podem influenciar o resultado final em 25 de outubro.
O cenário eleitoral mostrou polarização entre os dois candidatos com as maiores votações e abriu a corrida pelo apoio dos eleitores que votaram em representantes de outras siglas. Nos próximos dias, as estratégias de campanha e as negociações por apoios serão determinantes para a definição do eleitorado que decidirá o segundo turno.
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