Estado ampliou em 25% os procedimentos entre janeiro e junho de 2026. Resultado deixa Sergipe atrás apenas do Distrito Federal no ranking nacional.
Sergipe registrou aumento de 25% no número de cirurgias eletivas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre de 2026, um dos maiores crescimentos do país no período. O desempenho do estado ficou atrás apenas do Distrito Federal, que teve alta de 31%, segundo dados divulgados pelo governo federal.
O avanço em Sergipe colocou o estado à frente de unidades federativas como Paraíba, Bahia e Ceará, enquanto, no conjunto nacional, o SUS alcançou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas entre janeiro e junho de 2026 — um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, o que corresponde a aproximadamente 608 mil procedimentos a mais.
Crescimento por estado entre janeiro e junho de 2026
- Distrito Federal: 31%
- Sergipe: 25%
- Paraíba: 23%
- Bahia: 20%
- Ceará: 20%
- Amapá: 18%
- Alagoas: 15%
- Piauí: 15%
- Roraima: 14%
- Minas Gerais: 13%
- Goiás: 12%
- Rio de Janeiro: 11%
- Rio Grande do Sul: 11%
Ao todo, 20 estados brasileiros registraram crescimento no número de procedimentos eletivos entre janeiro e junho de 2026. Em 2025, o sistema público de saúde realizou 14,9 milhões de cirurgias eletivas em todo o país.
Do total registrado no primeiro semestre de 2026, 2,92 milhões de cirurgias foram realizadas no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS. A iniciativa incluiu ampliação de mutirões, utilização de unidades móveis de saúde, aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.
O crescimento observado no primeiro semestre manteve a tendência de expansão verificada nos últimos anos. A projeção do Ministério da Saúde é que o SUS ultrapasse a marca de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, superando o volume registrado no ano anterior.
Os números divulgados mostram variações regionais significativas, com alguns estados apresentando aumentos acima da média nacional e outros mantendo ritmo de recuperação mais lento. A consolidação dessas mudanças dependerá da continuidade das ações previstas no programa e das condições operacionais dos serviços de saúde em cada unidade federativa.
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