Secretário da Força Aérea americana não detalha qual é o equipamento nem como funciona

Paulo Filho
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Foto: NASA

Autoridades americanas costumam evitar o tema citando segurança nacional

O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, afirmou que o país tem armas de controle espacial em órbita, mas não informou quais são os equipamentos nem deu detalhes sobre como funcionam.

Um CubeSat é ejetado em órbita da Terra, em registro feito da Estação Espacial Internacional
Um CubeSat é ejetado em órbita da Terra, em registro feito da Estação Espacial Internacional. Foto: NASA

O que foi dito

A declaração foi feita durante discurso na conferência Air, Space, Cyber, realizada em National Harbor, no estado de Maryland, perto de Washington.

“Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”

Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos

Meink não informou quais são os equipamentos, quantos são, nem deu qualquer detalhe sobre o funcionamento deles. A informação foi divulgada pelo jornal Washington Post.

O que se sabe sobre a capacidade

Um funcionário do governo americano, ouvido pelo Washington Post sob condição de anonimato, afirmou que o dispositivo teria capacidade de destruir um satélite inimigo, caso esse satélite esteja sendo usado para alvejar tropas ou satélites dos Estados Unidos.

Não há confirmação oficial dessa descrição, e o governo não detalhou o armamento.

Por que isso é diferente

É a primeira vez que os Estados Unidos reconhecem publicamente possuir capacidade ofensiva no espaço. Autoridades de alto escalão das Forças Armadas americanas costumam ser cautelosas quando questionadas sobre o tema, e frequentemente recorrem a argumentos de segurança nacional para não responder.

Durante anos, Washington acusou a China e a Rússia de realizar manobras militares em órbita, incluindo o uso de lasers e de técnicas de interferência para ameaçar satélites americanos. Agora, é o próprio país que admite ter armamento posicionado.

A virada no discurso

A mudança de tom fica clara na comparação com declarações anteriores. Em 2022, John Raymond, primeiro chefe de operações espaciais da Força Espacial dos Estados Unidos, afirmava que “nosso principal objetivo é impedir a guerra”.

Quatro anos depois, o discurso oficial passou a reconhecer a existência de armas em funcionamento fora da atmosfera.


Com informações do g1 e do jornal Washington Post. As imagens que ilustram esta reportagem são da NASA e estão em domínio público; não retratam o equipamento citado na declaração, cujas características não foram divulgadas pelo governo dos Estados Unidos.

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Paulo Filho é contador e especialista em legislação tributária e direito empresarial. Com sólida atuação na área contábil e jurídica, colabora com portais de notícias trazendo análises sobre economia, finanças públicas, tributação e o impacto das decisões jurídicas no cotidiano dos cidadãos e das empresas.