Cooperativa liberou R$ 11,3 milhões para iniciativas sustentáveis em junho de 2026. Valor supera os R$ 10,7 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.
O Sicredi ampliou o volume de crédito destinado a iniciativas classificadas como Economia Verde em Sergipe. Em junho de 2026 foram liberados R$ 11,3 milhões nessa modalidade, contra R$ 10,7 milhões no mesmo mês de 2025, um crescimento de 5% em um ano.
O avanço integra a estratégia da instituição financeira cooperativa de ampliar o acesso a soluções financeiras que contribuam para o desenvolvimento econômico regional e, ao mesmo tempo, apoiem a transição para uma economia de baixo carbono. No Sicredi, a Economia Verde reúne produtos e serviços voltados a iniciativas que combinam desenvolvimento econômico e social com redução de riscos ambientais, tendo entre seus pilares a baixa emissão de carbono, a eficiência no uso de recursos e a inclusão social.
Quando o crédito passa a financiar uma atividade que também gera ganhos de eficiência, reduz impactos ambientais ou contribui para uma economia mais resiliente, ele deixa de ser apenas um instrumento financeiro e passa a fazer parte de uma transformação que acontece na economia local. O crescimento observado em Sergipe mostra que existe uma demanda cada vez maior por esse tipo de solução.
Declarou Antonio Cleber Zequetto, gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.
Entre as iniciativas que podem ser apoiadas pelas soluções de Economia Verde o material cita diversas frentes. Eis as áreas mencionadas:
- Geração de energia renovável: projetos vinculados à produção de energia limpa.
- Eficiência energética: ações para reduzir o consumo e aumentar a produtividade energética.
- Agricultura de baixo carbono: práticas agrícolas que diminuem as emissões de gases de efeito estufa.
- Boas práticas agrícolas: técnicas que promovem produtividade e conservação ambiental.
- Transporte limpo: soluções de mobilidade com menor impacto ambiental.
- Empreendedorismo feminino: apoio a negócios liderados por mulheres.
- Negócios em regiões vulneráveis: iniciativas localizadas em territórios com maior necessidade de desenvolvimento.
Em um modelo cooperativo, temos uma relação próxima com os associados e conseguimos perceber as transformações que estão acontecendo nos territórios. O crédito pode ajudar a transformar essas oportunidades em investimentos, geração de renda e ganhos de eficiência para os negócios.
Comentou Zequetto ao relacionar o avanço do crédito verde ao papel das instituições financeiras no desenvolvimento regional.
A ação em Sergipe faz parte de uma estratégia nacional. Em 2025 a instituição encerrou o ano com R$ 98,2 bilhões em saldo de carteira de crédito classificada como Economia Verde, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior, informação que integra o Relatório de Sustentabilidade 2025.
No recorte de 2024, por exemplo, a instituição informava uma carteira de R$ 57,6 bilhões em Economia Verde, com R$ 5,3 bilhões destinados ao financiamento de energias renováveis e R$ 8,6 bilhões para agricultura de baixo carbono.
A soluções sustentáveis representam redução de custos, inovação, geração de renda e capacidade de adaptação dos negócios e fortalecimento da economia local. Com isso, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma agenda ambiental e passa a ser, também, uma agenda de desenvolvimento.
Concluiu Zequetto, ressaltando que a expansão do crédito verde também amplia a conexão entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
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