SUS de Sergipe recebe mais de 16 mil tubetes de insulina moderna

Rafael Ramos
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Pacientes com diabetes no estado serão beneficiados com a insulina glargina, considerada mais eficaz que a NPH. Chegaram também 1.444 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento.

O Ministério da Saúde está promovendo a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa mudança beneficia principalmente pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou 2.

Até o momento, foram encaminhados cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil. Sergipe, especificamente, recebeu 16.499 tubetes do medicamento, além de 1.444 canetas reutilizáveis que serão utilizadas para a aplicação.

A insulina glargina é considerada um medicamento mais moderno e de ação prolongada. Em muitos casos, ela permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros tratamentos podem exigir até três aplicações diárias. O acesso à insulina glargina será realizado após uma avaliação clínica e prescrição médica, e o medicamento estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país.

O uso deste medicamento contribui para um controle mais estável da glicemia, diminui o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

A distribuição dos insumos está prevista para ser concluída até o final deste mês em todos os estados. Essa iniciativa é parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional da insulina glargina, garantindo estoques mais seguros para o SUS.

Para acessar o medicamento, o cidadão deve se dirigir à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, portando uma receita médica devidamente emitida e carimbada. Os pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela insulina glargina na unidade de saúde.

Na UBS, o paciente e sua família serão atendidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a viabilidade da transição do tratamento. Além disso, receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento.

Junto ao medicamento, será fornecida uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração correta. A transição para o novo tratamento está sendo realizada de maneira gradual na atenção primária à saúde em todo o país, assegurando a segurança assistencial.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.