A federação União Brasil/PP mistura reeleições e estreantes na corrida pela ALESE. Da enfermagem à política municipal, novos rostos disputam espaço com parlamentares experientes.
A eleição para a Assembleia Legislativa de Sergipe está se desenhando como um evento competitivo, onde se mesclam deputados em busca de reeleição e novos pré-candidatos que ganharam destaque através de suas atuações em entidades de classe, gestões municipais e projetos sociais. Este cenário não apenas reflete a força dos partidos, mas também o reconhecimento das lideranças em suas regiões e áreas de atuação. A atual composição da ALESE inclui diversos nomes que são apontados como possíveis protagonistas desta disputa.
Um dos destaques fora da legislatura atual é Marcel Azevedo da Enfermagem, que é presidente licenciado do COREN-SE e ex-vereador de Aracaju. Marcel ganhou notoriedade ao obter uma expressiva votação na capital no último pleito municipal, o que lhe possibilitou assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Aracaju através de licença do titular. Durante seu mandato, ele apresentou diversas proposições legislativas, algumas das quais foram convertidas em lei, com foco nas áreas de saúde, enfermagem e políticas públicas. Sua posse como vereador foi oficialmente registrada pela Câmara Municipal de Aracaju.
No campo da reeleição, Cristiano Cavalcante se destaca como um dos parlamentares mais visíveis. Ex-prefeito de Ilha das Flores por dois mandatos, ele construiu sua imagem na administração com investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Na Assembleia Legislativa, ele ganhou destaque ao assumir a liderança do Governo Fábio Mitidieri, ampliando sua exposição política e se tornando um dos principais articuladores da base governista.
Outro nome que ganhou destaque é Kaká Santos, que foi uma das surpresas da eleição de 2022. Sua força política se concentra na região onde construiu sua base eleitoral, com um trabalho voltado para demandas regionais e projetos apresentados na Assembleia. Sua atuação legislativa inclui iniciativas nas áreas de saúde e desenvolvimento social, reforçando sua presença entre os parlamentares da atual legislatura.
Marcelo Sobral, que representa uma tradição política familiar, também busca ampliar seu espaço. Em seu primeiro mandato, ele focou em temas como infraestrutura, abastecimento de água, mobilidade urbana e fortalecimento econômico, especialmente no Sul de Sergipe.
A pauta da saúde é defendida por Dra. Lidiane Lucena, que se destacou pela defesa das pessoas neurodivergentes, políticas para crianças e adolescentes, acompanhamento de pacientes oncológicos e fortalecimento da saúde da mulher. Essas áreas se tornaram uma das marcas de seu mandato.
Pato Maravilha, oriundo de Umbaúba, construiu seu mandato com forte ligação ao interior sergipano. Suas bandeiras incluem o fortalecimento da citricultura, apoio aos produtores rurais, melhorias na infraestrutura rodoviária, investimentos na educação pública e incentivo ao esporte, especialmente ao futevôlei.
Netinho Guimarães, também integrante da atual legislatura, concentra sua atuação em pautas relacionadas à infraestrutura, recuperação de rodovias, abastecimento de água, pavimentação urbana e desenvolvimento regional, temas recorrentes em suas atividades parlamentares.
Entre as mulheres em destaque, Hilda Ribeiro, ex-prefeita de Lagarto por dois mandatos, é conhecida por sua defesa de políticas de combate à violência contra a mulher, fortalecimento do protagonismo de Lagarto e investimentos voltados ao Centro-Sul sergipano.
A disputa pela Assembleia Legislativa deve apresentar uma combinação de perfis diversos: parlamentares que buscam renovação, ex-prefeitos com capital político, representantes de categorias e lideranças regionais. O desempenho eleitoral dependerá de fatores como organização partidária, alianças e capacidade de mobilização.
Com o início oficial da campanha ainda por vir, o cenário permanece em construção, e novos movimentos partidários podem influenciar a composição final da disputa. Até o momento, os nomes citados são os que mais atraem atenção no processo eleitoral sergipano, cada um com suas trajetórias e bases eleitorais distintas.
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