Inflação americana surpreende e derruba o dólar ao menor nível desde junho. Bolsa e petróleo acompanham o movimento positivo dos mercados globais.
O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,074, marcando uma queda de 1,12% e o menor fechamento desde 15 de junho. Esta é a primeira vez que a moeda americana fecha abaixo de R$ 5,10 em um mês, em um dia em que a Bolsa brasileira também teve desempenho positivo e os preços do petróleo subiram.
A movimentação dos mercados foi influenciada pela divulgação da inflação nos Estados Unidos, que ficou abaixo das expectativas, reduzindo as apostas de alta nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). Com a inflação ao consumidor (CPI) dos EUA registrando deflação de 0,4% em junho, superando a expectativa de -0,1%, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo do previsto.
Com esses dados, investidores começaram a reavaliar a possibilidade de novas elevações nas taxas de juros americanas no curto prazo, o que enfraqueceu o dólar frente a outras moedas, beneficiando divisas de países emergentes, como o real brasileiro. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,35%.
Além do dólar, o principal índice da B3, o Ibovespa, teve um fechamento positivo, registrando uma alta de 0,51%, alcançando 176.641 pontos. Após a queda do dia anterior, o índice recuperou o patamar dos 176 mil pontos, sendo sustentado pela melhora nas expectativas para os juros nos Estados Unidos, um cenário que tende a favorecer os mercados emergentes, como o Brasil.
Os preços do petróleo também mostraram uma nova alta, alcançando o maior nível em cerca de um mês, impulsionados pelas tensões persistentes entre os Estados Unidos e o Irã. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,72%, chegando a US$ 84,73, enquanto o petróleo WTI, do Texas, avançou 1,53%, fechando a US$ 79,34.
Essas elevações nos preços do petróleo são resultado de preocupações relacionadas à interrupção da oferta global, especialmente após o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã e incertezas em torno do Estreito de Ormuz, uma rota que representa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. Contudo, a alta enfrentou limitações, pois preços elevados da energia podem pressionar a inflação global e impactar o crescimento econômico, afetando a demanda por petróleo nos próximos meses.
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