Quem investir em agricultura de baixo carbono e energia renovável vai pagar menos juros. O CMN aprovou novas regras para o FNO, FNE e FCO beneficiando projetos sustentáveis no campo.
Produtores rurais que optarem por investir em projetos de sustentabilidade terão acesso a taxas de juros reduzidas nos Fundos Constitucionais de Financiamento durante a safra 2026/2027. Em uma reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para operações de crédito rural utilizando recursos dos fundos do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).
As iniciativas que envolvem agricultura de baixo carbono, preservação ambiental, inovação tecnológica, geração de energia renovável para consumo próprio e ampliação da capacidade de armazenagem contarão com juros a partir de 7,52% ao ano.
As novas condições estarão em vigor de 15 de julho de 2026 até 30 de junho de 2027, e também estabelecem taxas diferenciadas conforme a região, o porte econômico do produtor e a finalidade do financiamento.
As linhas de crédito voltadas para a sustentabilidade oferecerão os menores encargos financeiros entre todas as categorias de crédito rural financiadas pelos fundos constitucionais.
Para as operações com taxas prefixadas e bônus de adimplência, que é um benefício para quem paga em dia, os juros serão os seguintes:
7,52% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE);
7,64% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO);
8,14% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
Além disso, nas modalidades com taxas pós-fixadas, os encargos poderão ser ainda mais baixos.
Para outras operações de investimento, os juros variam conforme o fundo, a finalidade do crédito e o porte do produtor. No FNE e no FCO, as taxas efetivas prefixadas com bônus de adimplência ficarão entre 7,65% e 12,45% ao ano. No FNO, as taxas vão de 7,80% a 10,20% ao ano.
O Ministério da Fazenda destaca que o objetivo dessas novas condições é proporcionar um financiamento que se adeque ao perfil do produtor, estimulando investimentos nas distintas regiões do país.
A resolução também promove uma mudança na classificação dos produtores rurais. Até o momento, aqueles com receita bruta anual de até R$ 16 milhões eram agrupados em uma única faixa. Agora, essa categoria será dividida em duas:
Produtores com faturamento de até R$ 4,8 milhões;
Produtores com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões.
A medida tem como objetivo direcionar de maneira mais eficaz os recursos dos fundos constitucionais, ajustando as condições de financiamento ao porte econômico dos beneficiários.
Os Fundos Constitucionais de Financiamento foram criados para promover o desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, oferecendo crédito com condições favoráveis para investimentos produtivos, incluindo o setor agropecuário.
As diretrizes foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é o órgão responsável por definir as políticas de crédito, câmbio e moeda no país. O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e inclui o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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