Aracaju segue em alerta para doenças respiratórias, aponta Fiocruz

Rafael Ramos
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A capital sergipana mantém nível de alerta para a SRAG, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz. Os casos se estabilizaram, mas a situação ainda exige atenção da população.

Aracaju permanece em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Recentemente, o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicou que a capital sergipana não apresenta crescimento sustentado dos casos nas últimas semanas.

O levantamento mostra que Aracaju está entre as 11 capitais brasileiras que ainda apresentam uma incidência considerada de alerta, risco ou alto risco, mas com uma tendência de estabilidade. É importante destacar que, apesar da queda nos casos de SRAG em nível nacional, nove capitais ainda registram um aumento na doença.

O boletim também revela que a circulação de vírus respiratórios permanece elevada em várias regiões do país. Especialmente, houve aumento de casos graves por Influenza B em estados do Centro-Sul, como o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo estão mostrando sinais de desaceleração.

Nas últimas semanas epidemiológicas, a maioria dos casos positivos de vírus respiratórios foi causada pelo vírus sincicial respiratório, que representou 55,9%. Em seguida, estão o rinovírus com 23,3%, Influenza A com 12,7% e Influenza B com 8,4%. A covid-19 foi registrada com uma menor incidência, representando apenas 2,2% dos diagnósticos.

Em relação aos óbitos, a Influenza A foi a principal causa, responsável por 33,1% das mortes. O rinovírus e o vírus sincicial respiratório foram responsáveis por 26,3% e 21,7%, respectivamente. A Influenza B correspondeu a 15,4% das mortes, enquanto a covid-19 representou 6,9%.

Desde o início do ano, o Brasil registrou 109.347 casos de SRAG. Desses, 51,7% tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, 34,5% foram descartados e 7,5% estão aguardando resultado.

O estudo também aponta que a incidência da síndrome é mais alta entre crianças pequenas, especialmente devido ao vírus sincicial respiratório, enquanto a mortalidade continua a ser mais significativa entre os idosos, com predominância da Influenza A.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, enfatiza: “Apesar da tendência nacional de queda, é fundamental manter os cuidados preventivos. A vacinação contra a influenza é essencial para reduzir hospitalizações e mortes, principalmente entre os grupos prioritários. Pessoas com sintomas respiratórios devem evitar contato com indivíduos mais vulneráveis e fazer uso de máscara”, orienta.

A Fiocruz destaca que os casos de SRAG associados à covid-19 permanecem em níveis baixos em todas as faixas etárias, enquanto a situação geral indica queda ou estabilidade na maioria dos grupos, incluindo idosos e pessoas entre 2 e 49 anos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.