O presidente Lula se reuniu com Emmanuel Macron na França e tratou de cooperação em defesa, incluindo o programa de submarinos. Os dois líderes se encontraram durante a Cúpula do G7.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra, e da França, Emmanuel Macron, na cidade francesa de Évian. Essas reuniões ocorrem durante a Cúpula do G7, um fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.
No encontro com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a importância da cooperação bilateral, especialmente na área de defesa. Um dos principais pontos abordados foi o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).
“O fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá também foi discutido, além do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores”, afirmou Lula.
Durante a reunião, Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, uma organização internacional voltada à saúde global, que foi estabelecida em 2006 com o objetivo de facilitar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias de saúde.
No encontro com Parmelin, que ocorreu enquanto Lula se deslocava para a França, o foco foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações entre os dois países.
Segundo informações do Planalto, ambos os presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA é uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.
O EFTA é um bloco que reúne países europeus que não fazem parte da União Europeia, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Durante a reunião, Lula e Parmelin decidiram expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, saúde, energia e defesa.
O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento”, destacou Lula.
A participação de Lula na Cúpula do G7 acontece entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é composto por países como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.
Durante o evento, o presidente brasileiro deverá defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento, além de propor a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a ONU e a OMC.
Além disso, Lula participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, discutindo as oportunidades e riscos que a tecnologia pode trazer.
A cúpula também abordará temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.
O presidente busca reforçar o multilateralismo em um momento de tensões comerciais globais, que incluem críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.
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