Sergipe recebe 20 kits tecnológicos para transformar salas de aula

Rafael Ramos
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Foco SE

Escolas estaduais e municipais de Sergipe ganham equipamentos digitais pelo projeto Comunidades Digitais. Parceria envolve Seed, American Tower e ProFuturo para conectar alunos e capacitar professores.

A entrega de 20 kits tecnológicos para escolas das redes estadual e municipal de Sergipe marca uma nova etapa da transformação digital da educação no estado. Realizada por meio do projeto Comunidades Digitais, a iniciativa amplia o acesso à conectividade e às ferramentas digitais em sala de aula, ao mesmo tempo em que fortalece a formação de professores para o uso pedagógico da tecnologia.

A ação é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a American Tower e o ProFuturo, programa global de educação da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “La Caixa”, que atua em Sergipe desde 2017 promovendo a integração da tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem. Os kits contam com tablets, notebooks, roteadores, fones de ouvido e modem com acesso à internet, beneficiando escolas das redes estadual e municipal de ensino.

Em entrevista, Lia Roitburd, gerente sênior de Programas e Estratégias Pedagógicas da Fundação Telefônica Vivo, destacou que a transformação digital vai além da entrega de equipamentos. Ela ressaltou que o grande diferencial do projeto Comunidades Digitais e do ProFuturo é a proposta pedagógica estruturada, que inclui formação continuada de professores, suporte técnico e acompanhamento ao longo do tempo.

“A tecnologia chega às escolas acompanhada de uma proposta pedagógica estruturada, com formação continuada de professores, suporte técnico e acompanhamento ao longo do tempo, garantindo que seja usada, de fato, para melhorar a aprendizagem,”

explicou Lia. A plataforma Matemática ProFuturo, por exemplo, tem papel fundamental ao apoiar o ensino com conteúdos organizados e atividades interativas.

Ela também abordou os desafios enfrentados para integrar a tecnologia ao ensino. Segundo Lia, o principal desafio é garantir que a tecnologia seja utilizada de forma intencional e integrada ao processo pedagógico.

“Não basta ter o equipamento disponível, é preciso saber como usá-lo com intencionalidade,”

afirmou. Para isso, a formação dos professores é crucial, pois muitos não tiveram esse repertório durante a formação inicial.

Além disso, a formação dos professores é um dos pilares do programa. Lia explicou que essa formação acontece de forma contínua, combinando atividades presenciais e online, sempre com foco no uso pedagógico da tecnologia.

“O que a gente observa na prática é uma mudança importante na atuação do professor. Ele ganha mais segurança e passa a usar as ferramentas com mais intencionalidade,”

disse Lia.

A Fundação Telefônica também analisa o papel da inteligência artificial e novas tecnologias na educação. Lia destacou que essas ferramentas são importantes como apoio ao professor e para personalizar a aprendizagem, ajudando a identificar lacunas e adaptar o ensino às necessidades dos alunos.

“A tecnologia não substitui o professor, ela potencializa o trabalho pedagógico,”

concluiu Lia, enfatizando que a formação continua a ser um fator essencial para o sucesso da integração tecnológica nas escolas.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.