TCE/SE ameaça shows do Festival da Mandioca 2026 em Lagarto

Rafael Ramos
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Medida cautelar do Tribunal de Contas pode suspender as atrações do maior evento junino de Lagarto. Em 2025, o festival reuniu mais de 100 mil pessoas e movimentou a economia regional.

A possível suspensão dos shows do Festival da Mandioca 2026, devido a uma medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), pode ter um impacto significativo na economia e no turismo de Lagarto e dos municípios vizinhos durante o período junino.

No ano passado, o Festival da Mandioca atraiu mais de 100 mil pessoas durante suas festividades na praça do Tanque Grande, com um pico de mais de 40 mil participantes em uma única noite. Esse evento se consolidou como um dos mais importantes do calendário junino sergipano. Além disso, 209 ambulantes foram autorizados a atuar na área do festival, mostrando a importância da festa para a economia local.

A rede hoteleira de Lagarto teve uma ocupação máxima nos principais dias do festival, refletindo o aumento do número de visitantes e a consolidação do município como um destino turístico durante o período junino. Segundo a gestão municipal, a movimentação econômica em junho de 2025 alcançou aproximadamente R$ 3,6 milhões, resultado da circulação de recursos nos setores de comércio, alimentação, transporte, hospedagem e serviços.

“Recebemos essa decisão com preocupação, porque o Festival da Mandioca tem uma importância que vai muito além da programação artística. Estamos falando de um evento que movimenta a economia, fortalece o turismo e gera oportunidades para centenas de famílias”, afirmou o prefeito de Lagarto, Sérgio Reis.

A suspensão dos shows também poderá afetar o fluxo turístico na região, que costuma receber visitantes de diversas cidades sergipanas e de outros estados durante as festividades. O secretário municipal de Turismo, Alex Dentinho, destacou que o festival se tornou um dos principais ícones do turismo regional durante os festejos juninos. “O Festival da Mandioca é um dos principais eventos do calendário turístico sergipano, e em 2025 registramos ocupação máxima da rede hoteleira nos principais dias”, disse.

“O evento fortalece o turismo e movimenta toda uma cadeia de serviços ligada à recepção dos visitantes”, completou Dentinho.

Além dos impactos no turismo, a festa também tem influência direta na atividade econômica do município, contribuindo para o fortalecimento do comércio e dos serviços durante o período junino. Rilley Guimarães, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, ressaltou que os números de 2025 mostram a relevância do festival na geração de renda e oportunidades.

“Observamos reflexos positivos em diversos segmentos, como comércio, alimentação, hospedagem e transporte. O festival amplia oportunidades para empreendedores e trabalhadores que encontram na festa uma importante fonte de renda”, destacou Guimarães.

O Festival da Mandioca, realizado pela primeira vez em junho de 2009, tem como objetivo valorizar a produção agrícola de Lagarto e o trabalho dos pequenos produtores rurais. Ao longo dos anos, o evento se tornou uma das principais celebrações populares de Sergipe, promovendo as tradições lagartenses.

O festival reúne manifestações culturais, apresentações artísticas, gastronomia e expressões tradicionais, atraindo milhares de visitantes e movimentando diversos setores da economia local. O secretário municipal de Cultura, Nenê Prata, enfatizou a importância do evento para a cultura local e a identidade de Lagarto.

“Quando fortalecemos o Festival da Mandioca, fortalecemos também a nossa cultura local, a nossa identidade, o nosso pertencimento”, finalizou Prata.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.