Idoso sonolento ou confuso pode estar com infecção grave; saiba reconhecer

William Kevim
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Infecções em idosos nem sempre causam febre. Confusão, queda súbita e sonolência são alertas silenciosos que exigem atenção imediata de familiares e cuidadores.

Infecções em idosos podem se apresentar de forma silenciosa, muitas vezes sem os sinais clássicos como a febre. Um idoso que sempre foi ativo pode, de repente, passar o dia sonolento, perder o apetite, ficar confuso ou até sofrer uma queda inexplicável. Esses sintomas, especialmente em idosos frágeis, podem indicar problemas mais sérios, exigindo atenção redobrada de familiares e cuidadores. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações, internações e até mesmo mortes.

A infectologista Karina Ramalho explica que o idoso frágil possui menor reserva fisiológica. Isso significa que seu organismo tem mais dificuldade para reagir a situações estressantes, como infecções, desidratação ou internações. “Em geral, isso está associado à perda de força, lentidão para andar, cansaço, perda de peso involuntária, quedas e maior dependência para atividades do dia a dia”, detalha.

“O idoso pode evoluir rapidamente com delirium, perda funcional, necessidade de internação e até risco de morte”, alerta Karina.

Contrariando a ideia comum, a febre não é um sinal de alarme garantido em idosos, especialmente os mais frágeis. Ao invés disso, infecções costumam se manifestar de forma discreta, com mudanças no comportamento, sonolência excessiva, prostração e alterações no apetite. Hipotermia e variações na glicemia também são sinais que frequentemente passam despercebidos.

Um dos quadros mais comuns relacionado a infecções é o delirium, que causa confusão mental aguda, alterando a atenção, consciência e comportamento do idoso. “Quando o cérebro reage inadequadamente à inflamação sistêmica, o idoso pode ficar desorientado, sonolento, menos atento ou até agitado”, explica Karina.

As quedas são outro sintoma indireto que merece atenção. A infecção pode causar fraqueza, instabilidade, hipotensão e alterações no equilíbrio, fazendo com que a queda seja a primeira pista de uma condição aguda.

As infecções mais comuns em idosos frágeis incluem respiratórias, urinárias, gastrointestinais e de pele. O risco é maior em pessoas com mobilidade reduzida, incontinência urinária, desnutrição ou dependência de cuidados diários. Instituições de longa permanência também enfrentam desafios, com o contato próximo entre residentes e o uso de sondas contribuindo para a disseminação de doenças.

As infecções urinárias, em particular, merecem atenção especial, pois muitas vezes são subdiagnosticadas. “O quadro pode não apresentar sintomas clássicos como ardor ao urinar ou febre. Ao invés disso, o idoso pode apenas apresentar confusão mental ou sonolência”, adverte a especialista.

A médica ainda alerta sobre o uso indiscriminado de antibióticos, especialmente diante de suspeitas de infecção urinária sem confirmação clínica. Alterações no exame de urina nem sempre indicam infecção, e o tratamento inadequado pode levar à resistência bacteriana.

A prevenção é fundamental para reduzir riscos. Manter uma hidratação adequada, alimentação equilibrada e higiene são algumas das recomendações. Reduzir períodos prolongados de imobilidade também pode ajudar a evitar complicações.

Vacinas estão entre as principais formas de prevenção. A imunização contra influenza, pneumococo, covid-19 e herpes-zóster é especialmente importante para idosos vulneráveis. Karina Ramalho ressalta que familiares e cuidadores devem ficar atentos a mudanças súbitas no comportamento e não hesitar em buscar atendimento médico ao perceberem piora no quadro.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.