Dietas extremas prometem resultado, mas especialista alerta: perda de peso acelerada destrói músculo e aumenta o apetite. Entenda por que o método pode sair caro.
Emagrecer rapidamente pode parecer uma conquista, mas o corpo nem sempre reage positivamente a essa perda de peso. Muitas vezes, dietas extremamente restritivas resultam em diminuição da massa muscular, queda de energia e maior dificuldade para manter o resultado a longo prazo. Essa situação é uma das principais explicações para o fenômeno conhecido como efeito sanfona.
A Dra. Mariana Wogel, especialista em Nutrologia, alerta que uma perda de peso acelerada nem sempre é sinônimo de um emagrecimento saudável.
“Quando o corpo passa por uma restrição intensa, ele pode responder com mais fome, menor gasto energético e maior dificuldade para sustentar o resultado no longo prazo”,
afirma a médica.
Esse processo ajuda a entender por que muitos indivíduos acabam recuperando parte do peso perdido após a fase inicial da dieta, especialmente quando a abordagem adotada é muito rígida e difícil de manter.
Além do retorno dos quilos, o problema reside no que se perde durante o processo.
“Nem todo peso eliminado é gordura. Em emagrecimentos muito rápidos, pode haver perda significativa de água, glicogênio e massa magra, o que piora a composição corporal, torna o metabolismo menos eficiente e dificulta ainda mais a manutenção do peso”,
explica a Dra. Mariana.
Segundo a especialista, um dos principais equívocos é associar velocidade à eficácia.
“O melhor emagrecimento não é o mais rápido. É aquele que preserva saúde, rotina, massa muscular e pode ser sustentado sem compensações extremas”,
diz.
A perda de peso rápida pode desencadear uma adaptação biológica que favorece o reganho.
“O corpo entende a restrição como uma ameaça. Assim, tende a economizar energia, aumentar a sensação de fome e dificultar a manutenção do resultado quando uma pessoa volta a comer como antes”,
alerta a especialista.
Além da adaptação metabólica, dietas agressivas podem comprometer a composição corporal. A perda de músculo pode resultar em um gasto energético reduzido, tornando mais difícil manter o peso. Isso pode ser acompanhado por fraqueza, irritabilidade, compulsão alimentar, distúrbios do sono e desorganização da rotina alimentar.
A Dra. Mariana ressalta que a manutenção do peso não depende apenas da força de vontade, mas também de outros fatores como acompanhamento, rotina alimentar, atividade física, qualidade do sono, saúde emocional e a estratégia utilizada durante o emagrecimento.
Para a médica, o fundamental é substituir a pressa por um plano contínuo.
“A pergunta não deveria ser apenas: ‘quanto eu perdi?’. A pergunta mais importante é: ‘eu consigo sustentar esse padrão sem adoecer?’. Quando a resposta é não, o corpo costuma responder com reganho”,
afirma.
A orientação é evitar planos extremos, jejuns sem supervisão, cortes radicais de grupos alimentares e estratégias que prometem resultados drásticos em pouco tempo. O emagrecimento deve priorizar a perda de gordura com a preservação da massa magra, adequação nutricional e adaptação à rotina real da pessoa.
A Dra. Mariana Wogel resume sua mensagem:
“Emagrecer com saúde não é correr contra o relógio. É criar uma estratégia que o corpo consiga sustentar”.
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