O presidente Lula voltou a manifestar sua posição contrária às sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e anunciou que enviará uma nova carta ao presidente norte-americano Donald Trump. Durante a abertura da segunda reunião ministerial do ano, realizada na última quarta-feira, 3 de junho de 2026, Lula também confirmou sua presença na reunião do G7, prevista para acontecer em junho, na França.
O encontro teve como objetivo alinhar discursos e ações em preparação para o defeso eleitoral, que se inicia em 3 de julho. Lula enfatizou a necessidade de concluir as entregas pendentes até essa data, pois, a partir de então, não poderá participar de inaugurações e outras iniciativas. Ele pediu aos ministros que mantenham o foco nos projetos já anunciados, evitando novidades.
Sobre a possibilidade de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Lula expressou surpresa, uma vez que se sentia otimista após a reunião anterior com Trump, acreditando que uma nova dinâmica nas relações entre os dois países estava se formando.
Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, e eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes, nós temos muita história e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao Brasil essa semana.
Sem citar nomes, o presidente criticou ações de indivíduos que, segundo ele, teriam contribuído para a decisão do governo norte-americano. Lula também se manifestou sobre o pedido de punição ao Brasil, afirmando que tal atitude seria considerada traição em qualquer outro país e momento histórico.
O presidente afirmou que, caso os Estados Unidos não queiram manter relações comerciais, o Brasil buscará novos parceiros. Ele destacou que não se deixará abater pela situação, afirmando que o Brasil é autônomo e capaz de encontrar outros mercados para seus produtos.
Agora, nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outros. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz.
Além disso, Lula reafirmou sua intenção de participar do G7 em defesa do multilateralismo e da reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que sua presença é necessária para discutir o desmonte das instituições e da democracia.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também apresentou durante o encontro os resultados de diversas políticas públicas e projetos do governo, abordando temas como Educação, Infraestrutura, Saúde e Meio Ambiente. Ela ressaltou a queda do desmatamento, que foi o terceiro menor desde 1988, o que pode ser um argumento contra a taxação imposta ao Brasil.
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



