O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, publicou um vídeo nesta terça-feira, 02 de junho de 2026, onde atribui a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos ao que considera um “tom agressivo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao país norte-americano.
No vídeo, Flávio, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirma que durante uma conversa com o ex-presidente Donald Trump, solicitou que não fossem impostas novas tarifas às empresas brasileiras. O senador critica o governo Lula, afirmando que ele tem um discurso hostil que prejudica as relações comerciais.
“A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais”, afirmou Flávio.
Flávio também menciona que “ninguém mais acredita no Lula” e critica a postura do presidente durante reuniões anteriores, insinuando que ele não cumpre compromissos assumidos. O senador fez referência ao fato de que na semana passada, o governo dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida que foi bem recebida por políticos de direita, mas reprovada pelo Palácio do Planalto.
Em resposta às críticas feitas por Lula durante um discurso em Catalão (GO), Flávio destaca que o presidente parece estar sob pressão, mas afirma que não se rebaixará ao nível que atribui a Lula. Ele menciona, ainda, que o governo do petista tem um prazo para terminar, previsto para dezembro de 2026, e que isso representa o fim do “ciclo de destruição do Brasil”.
“Eu sei que você está nervoso, porque sabe que seu governo tem prazo para acabar”, concluiu Flávio.
Mais cedo, durante um evento em Goiás, Lula havia classificado os filhos de Jair Bolsonaro como “traidores da pátria” e insinuado que as tarifas estavam ligadas a provocações feitas por Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Após a divulgação do vídeo, Flávio também enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressando suas preocupações sobre a imposição de novas tarifas. No documento, ele destaca a grave crise fiscal que o Brasil enfrenta, com uma dívida pública que ultrapassa 80% do Produto Interno Bruto (PIB).
Flávio ressalta que o endividamento da população e das empresas é alarmante e que novas tarifas poderiam agravar a situação econômica. Ele solicita formalmente que os Estados Unidos não implementem as tarifas sugeridas.
Na carta, Flávio menciona a deterioração fiscal do Brasil, com números preocupantes sobre inadimplência e recuperação judicial de empresas. Ele argumenta que a imposição de tarifas prejudicaria diretamente os cidadãos brasileiros, que veem os Estados Unidos como um parceiro.
Por fim, Flávio expressa sua confiança em uma possível vitória nas eleições presidenciais marcadas para outubro de 2026 e se coloca à disposição para iniciar um diálogo com o governo americano.
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