Colômbia terá disputa entre direita e esquerda no segundo turno presidencial

Robson Alves
2 Min Leitura
Foco SE

A Colômbia concluiu o primeiro turno da eleição presidencial com uma vitória expressiva do advogado e empresário Abelardo de la Espriella. Com 99% das urnas apuradas, ele obteve 43,7% dos votos válidos, posicionando-se como o candidato mais votado.

Espriella se apresenta como um outsider, afirmando estar livre de amarras políticas tradicionais. O candidato da direita propôs uma série de medidas, incluindo uma ofensiva rigorosa contra grupos armados ilegais, a construção de 10 megaprisões e iniciativas para reduzir a pobreza por meio de melhorias em educação, saúde e habitação para as populações mais necessitadas.

“Minha proposta é transformar a realidade do país, garantindo segurança e oportunidades para todos”, afirmou Espriella em um de seus discursos.

No segundo turno, ele enfrentará o senador Iván Cepeda, que representa a esquerda e ficou em segundo lugar com 40,9% dos votos. Essa posição surpreendeu, uma vez que as pesquisas pré-eleitorais indicavam Cepeda como o possível líder na disputa.

Iván Cepeda, filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com grupos armados ilegais por meio de negociações, uma abordagem que teve poucos avanços sob a administração do atual presidente Gustavo Petro. O candidato da esquerda também se comprometeu a aprofundar reformas que visam reduzir a desigualdade e a pobreza.

“É hora de mudar a história do nosso país e garantir um futuro mais justo para todos os colombianos”, declarou Cepeda durante sua campanha.

Entre suas propostas estão o aumento de impostos para os mais ricos, a doação de 1 milhão de hectares para as vítimas do conflito interno que assola a Colômbia há seis décadas e a ampliação da cobertura de saúde.

A candidata Paloma Valencia, também da direita, não conseguiu avançar para o segundo turno e obteve 6,9% dos votos.

Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.