Sergipe dá início à segunda fase da Operação Mulher Segura até dezembro

Rafael Ramos
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Foco SE

No dia 1º de junho de 2026, Sergipe lançou a Operação Mulher Segura II, uma iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é combater a violência contra a mulher e prevenir o feminicídio. A operação se estenderá até 31 de dezembro e contará com a atuação integrada da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e de várias instituições parceiras, incluindo a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e as Guardas Municipais.

A nova edição da operação ampliará o período de atuação para sete meses, englobando ações preventivas, educativas, ostensivas, repressivas e investigativas em diversos municípios de Sergipe. A Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Científica e a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres estão entre os órgãos envolvidos, que trabalharão em conjunto com toda a rede de proteção.

“A operação terá duração de sete meses, com ações integradas nos eixos preventivo, educativo, ostensivo, repressivo e investigativo. O foco é combater a violência contra a mulher em razão do gênero, especialmente na prevenção dos feminicídios”, afirmou a delegada Nalile Castro, coordenadora da operação em Sergipe.

A Polícia Civil intensificará suas atividades, oferecendo acolhimento às vítimas e reforçando as investigações. A delegada Mariana Diniz ressaltou a importância do trabalho contínuo no combate à violência doméstica, que será intensificado durante a operação.

“Nosso compromisso é garantir que toda mulher se sinta protegida ao procurar a delegacia e que nenhum crime fique impune. Atuamos tanto no acolhimento quanto na repressão, especialmente nos casos de descumprimento de medidas protetivas”, declarou Diniz.

A Polícia Militar também aumentará o efetivo dedicado ao atendimento de ocorrências de violência doméstica, além de realizar ações preventivas em comunidades. A tenente Vitória Silva detalhou que a atuação da corporação abrangerá os três eixos da Lei Maria da Penha: prevenção, proteção e repressão.

“Durante a operação, teremos um efetivo específico voltado para fortalecer essas ações e ampliar a proteção às mulheres sergipanas”, destacou a tenente.

No Corpo de Bombeiros Militar, as ações se concentrarão no acolhimento humanizado das vítimas, bem como na identificação de sinais de violência durante atendimentos de rotina. A subtenente Márcia Machado explicou que a corporação recebeu capacitação para oferecer um atendimento mais humanizado.

“Muitas vezes identificamos sinais físicos, emocionais e comportamentais durante ocorrências inicialmente consideradas simples”, afirmou Machado.

A Polícia Científica, por sua vez, se dedicará à produção de provas periciais e à realização de atividades educativas. A papiloscopista Elileina Pina destacou que as equipes farão coletas de material biológico e exames periciais, reforçando a materialidade das investigações.

Além das operações, a Operação Mulher Segura II incluirá campanhas educativas, palestras e o fortalecimento dos canais de denúncia, visando ampliar o acesso das vítimas à rede de proteção e incentivar denúncias nos primeiros indícios de violência.

A primeira edição da Operação Mulher Segura, que ocorreu entre fevereiro e março de 2026, resultou em 52 prisões, sendo 35 em flagrante e 17 por mandados judiciais. Durante esse período, mais de 5,7 mil pessoas foram alcançadas por ações educativas, 83 medidas protetivas de urgência foram acompanhadas e 311 vítimas receberam atendimento pelas unidades policiais do estado.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.