Brasil deve retomar a 10ª posição entre as maiores economias do mundo em 2026

Claudio Vasconcelos
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O Brasil está prestes a reconquistar a posição de 10ª maior economia do mundo em 2026, conforme indicam projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que foram analisadas pela consultoria Austin Ratings. Essa expectativa se fortaleceu após o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ter alcançado 1,1% no primeiro trimestre deste ano, superando as previsões do mercado.

Com essa expansão, o Brasil deve ultrapassar o Canadá no ranking global das maiores economias, que é medido em dólares correntes. Nos anos de 2024 e 2025, o país havia perdido sua posição, caindo para 11º lugar, após ser superado pela Rússia e pelo próprio Canadá.

Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026, quando comparado aos três meses anteriores. Esse desempenho foi superado apenas por Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China, além de ter superado economias significativas como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o crescimento do PIB brasileiro de 1,1% entre janeiro e março foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação dos investimentos. Essa recuperação tem sido um fator crucial na reestruturação da economia brasileira.

As projeções do FMI, compiladas pela Austin Ratings, indicam que o ranking das dez maiores economias do mundo em 2026 deverá ser o seguinte:

Estados Unidos: US$ 32,399 trilhões

China: US$ 20,863 trilhões

Alemanha: US$ 5,455 trilhões

Japão: US$ 4,381 trilhões

Reino Unido: US$ 4,267 trilhões

Índia: US$ 4,158 trilhões

França: US$ 3,597 trilhões

Itália: US$ 2,739 trilhões

Rússia: US$ 2,655 trilhões

Brasil: US$ 2,637 trilhões

A diferença entre o Brasil e a Rússia nas estimativas do FMI é bastante estreita, o que demonstra a competitividade entre as duas economias. É importante ressaltar que o ranking considera o PIB em dólares correntes, o que significa que tanto o crescimento econômico quanto a taxa de câmbio influenciam diretamente a posição de cada país.

Quando o real se valoriza em relação ao dólar, a economia brasileira também aumenta em termos de moeda americana. Essa situação foi observada na Rússia nos últimos anos, que se beneficiou da valorização do rublo e da alta nos preços do petróleo.

Em abril, o FMI revisou sua projeção de crescimento para o Brasil em 2026, aumentando de 1,6% para 1,9%. Se esse ritmo for mantido, a expectativa é que o Brasil alcance a nona posição mundial em 2027, superando a Rússia.

Entretanto, mesmo com a possível volta ao top 10 global, o Brasil ainda está distante das economias mais ricas quando se avalia a renda per capita. Segundo o FMI, o PIB per capita brasileiro foi estimado em cerca de US$ 10,685 mil em 2025, o que é significativamente inferior a países desenvolvidos e até mesmo a algumas economias menores da Europa. No ranking do Fundo Monetário, o Brasil está logo abaixo da Albânia, que teve um PIB per capita de US$ 11,234 no ano anterior.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.