Wi-Fi 7 no Brasil: Novas Conexões e Benefícios para o Usuário Residencial

Claudio Vasconcelos
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A maioria dos dispositivos conectados nas residências atualmente, como celulares, TVs, tablets, lâmpadas inteligentes e até mesmo eletrodomésticos, ainda utiliza redes que foram projetadas antes do advento do streaming em 4K, das videochamadas simultâneas e da inteligência artificial. O Wi-Fi 7, a nova geração de conexão sem fio, foi desenvolvido para atender essa demanda crescente, e sua chegada ao Brasil está prevista para ocorrer em larga escala a partir de 2027.

Samir Vani, diretor de desenvolvimento de negócios da MediaTek para a América Latina, explica que o padrão já está disponível em operadoras na Europa, Ásia e América do Norte. No Brasil, sua implementação foi gradual nos últimos 12 meses, mas ainda enfrenta limitações devido ao custo dos equipamentos.

Um estudo divulgado durante o MWC 2026, realizado em parceria entre a Huawei e a IPE Digital, aponta que a adoção do Wi-Fi 7 no Brasil pode atrair mais de US$ 10 bilhões em investimentos nos próximos três anos. Essa mudança promete trazer transformações significativas no uso da internet em casa.

A principal inovação do Wi-Fi 7 em comparação com as gerações anteriores é a capacidade de operar simultaneamente nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz, através de um recurso conhecido como MLO (Multi-Link Operation). Enquanto o Wi-Fi 6 permitia a conexão de um dispositivo a uma única frequência de cada vez, o Wi-Fi 7 permite que os três canais funcionem ao mesmo tempo. Isso resulta em maior confiabilidade, alcance e velocidade na conexão.

“Você tem uma confiabilidade maior, a sua conexão não vai cair, você tem um alcance maior e uma velocidade maior”, afirma Vani.

A faixa de 6 GHz também ajuda a reduzir a interferência em ambientes com várias redes, como prédios. Outro benefício é a capacidade de manter mais dispositivos conectados simultaneamente, evitando as desconexões que eram comuns com o Wi-Fi 6. Vani explica que “antes, com o Wi-Fi 6, ele conectava e desconectava para outro conectar. Agora você consegue suportar um número muito maior de elementos conectados 100% do tempo”. Além disso, o novo padrão diminui o consumo de bateria de smartphones conectados a roteadores Wi-Fi 7.

O futuro também promete inovações com o Wi-Fi 8, que, segundo Vani, não terá como foco aumentar a velocidade máxima, mas sim garantir que a velocidade mínima disponível seja suficiente para qualquer dispositivo, incluindo os mais antigos. Isso é crucial com a crescente presença de agentes de inteligência artificial em nossos lares, que exigem uma comunicação constante e bidirecional entre dispositivos e servidores remotos.

“Isso deve acontecer nos próximos cinco anos, com certeza”, afirma Vani.

Além disso, o Wi-Fi 8 deve ser complementado pelo 6G e por redes não terrestres, ampliando ainda mais as opções de sinal disponíveis. Vani conclui que, em termos de cobertura de internet rápida, o Brasil se destaca na América Latina, impulsionado pelo ecossistema de pequenos provedores regionais, o que não é comum em outros países.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.