BRASIL — O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) classificou dez países do continente como sob alto risco diante dos surtos de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.
- O CDC Africa listou dez países em alto risco por proximidade geográfica, rotas de viagem e fronteiras com baixa vigilância.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para “muito alto” o risco do surto na RDC.
- Dados da OMS apontam 82 casos confirmados e sete mortes na RDC; há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas.
- O Ministério da Saúde de Uganda confirmou mais três casos, elevando o total para cinco no país.
Países apontados pelo CDC Africa
O presidente do CDC Africa citou os dez países classificados como com alto risco: Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi.
“Temos dois países afetados e 10 países com alto risco.” — Jean Kaseya, presidente do CDC Africa
Segundo o CDC Africa, a combinação de proximidade com áreas afetadas, rotas comerciais e fronteiras com baixo monitoramento justificou a avaliação. Os demais países africanos foram colocados em risco de registrar casos importados, com possibilidade de revisão conforme a evolução dos surtos.
Surto na República Democrática do Congo
Na sexta-feira (23), a OMS elevou de “alto” para “muito alto” o risco imposto pelo surto na RDC. O diretor-geral da organização falou sobre a velocidade da propagação.
“O surto de ebola da República Democrática do Congo está se espalhando rápido. Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional e como baixo a nível global” — Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
Dados da OMS mostram 82 casos confirmados e sete mortes na RDC; a entidade também aponta quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas.
“Mas sabemos que a epidemia no país é muito maior. Há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas” — Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
Casos confirmados em Uganda
O Ministério da Saúde de Uganda reportou mais três casos confirmados: um profissional de saúde, um motorista e uma mulher congolesa que havia visitado a província de Ituri, na RDC. Com isso, a OMS atualizou para cinco o número de casos confirmados em Uganda.
“Neste momento crítico da resposta ao surto, é vital que as autoridades mantenham alta vigilância para controlar a expansão do vírus.” — Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
Para informações e orientações sobre vigilância e prevenção, consulte o Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude
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Crédito da imagem: Reprodução / Agência Brasil
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