O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (10), em São Paulo, que a propaganda das casas de apostas online deve ser regulada de forma parecida com a publicidade do cigarro, para conter o avanço do vício em apostas.
Após participar, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Padilha disse a jornalistas que as bets configuram um problema de saúde pública e que é necessário restringir a divulgação das plataformas.
O ministro destacou que já houve progresso do governo para impedir o acesso de crianças às apostas online, mas defendeu a adoção de medidas adicionais no Congresso Nacional. Segundo ele, é preciso avançar para aplicar às propagandas de bets as mesmas limitações previstas para o tabaco, incluindo a proibição de publicidade e outras ações que reduzam o alcance dessas empresas junto à população.
Padilha também voltou a tratar do tema em entrevista concedida um dia antes, na quinta-feira (9), ao programa Alô Alô Brasil, na Rádio Nacional, apresentado por José Luiz Datena. Na ocasião, comparou a dimensão do vício em apostas ao problema vivido com o cigarro, quando a divulgação alcançava crianças e havia ampla exposição em eventos esportivos.
Fiscalização de canetas emagrecedoras
Além da questão das apostas, o ministro comentou sobre o aumento da fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as chamadas canetas emagrecedoras. Padilha afirmou que a agência tem intensificado a vigilância desses produtos, mas que também é necessário reforçar o controle sobre as farmácias de manipulação que os produzem.
Ele observou que algumas dessas farmácias vêm atuando em escala industrial e, por isso, deveriam ser submetidas às mesmas normas aplicáveis a indústrias farmacêuticas que fabricam medicamentos, com fiscalização e requisitos equivalentes.
O ministro apresentou essas posições ao final do evento no InCor e nas entrevistas seguintes, ressaltando a urgência de medidas legislativas e regulatórias para enfrentar os riscos à saúde pública associados às apostas online e à produção de medicamentos manipulados.
Com informações de Agência Brasil
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