A tia do empresário assassinado enquanto deixava uma academia em Aracaju foi presa, apontada pela polícia como a mandante do homicídio. A detenção ocorreu após a suspeita se apresentar às autoridades, conforme confirmação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) nesta sexta-feira, 10.
As apurações ganharam aprofundamento depois que o executor do crime — identificado como irmão por parte de pai da vítima — foi preso. A investigação contou com apoio da Divisão de Inteligência da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística.
Segundo a SSP/SE, as linhas de investigação indicam motivação ligada a interesses patrimoniais e also a questões pessoais. De acordo com o delegado Mário Leony, havia intenção dos envolvidos em assumir o controle dos bens da família, que estavam sob responsabilidade da vítima, especialmente diante do adoecimento de parentes, e que a morte abriria espaço para gerir esse patrimônio.
O delegado informou ainda que as diligências demonstraram participação direta de uma parente próxima como mandante. Trata-se da tia da vítima por parte de mãe, que teria acesso à rotina e à movimentação do empresário e repassava essas informações ao executor de forma atualizada, conforme apurado pela polícia.
As investigações também apontaram componente passional no crime. Segundo os investigadores, havia indícios de que o relacionamento da vítima com a ex-companheira do executor pode ter contribuído para a decisão de efetivar o homicídio.
Durante as buscas e análises, foram localizadas conversas entre os suspeitos que revelam a cumplicidade no planejamento do crime, inclusive com o uso de códigos para tratar dos detalhes. Conforme o delegado, o homicídio estava sendo articulado desde dezembro do ano passado, e nos aparelhos celulares dos envolvidos foram encontradas trocas de mensagens que corroboram essa articulação.
Além disso, o celular do executor continha imagens da arma de fogo utilizada no crime. Diante das provas reunidas, os investigados foram indiciados por homicídio duplamente qualificado. O delegado ressaltou que o crime é qualificado também pela impossibilidade de defesa da vítima, executada sem chance de reagir.
A suspeita passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A reportagem não conseguiu localizar a defesa da investigada até o momento.
Relembre o caso
O empresário foi identificado como Thiago Carvalho de Novaes, de 30 anos. Ele foi morto a tiros na noite de 7 de janeiro de 2026, ao ser surpreendido ao sair de uma academia no bairro Farolândia, na zona sul de Aracaju. Imagens divulgadas mostram o momento em que a vítima caminhava pela calçada quando foi atingida pelos disparos; o autor usava capacete e fugiu em uma motocicleta.
Com informações de Infonet




