Criptomoedas financiam compra de drones e peças por grupos ligados à Rússia e ao Irã, diz relatório

William Kevim
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Grupos ligados à Rússia e ao Irã têm recorrido com mais frequência a criptomoedas para financiar a aquisição de drones e componentes militares de baixo custo, aponta um relatório recente da empresa de análise de blockchain Chainalysis. A pesquisa relaciona doações em moedas digitais a compras em plataformas de comércio eletrônico e mostra que o registro público das transações permite traçar parte desse fluxo financeiro.

Segundo a Chainalysis, drones disponíveis comercialmente tornaram-se peças centrais nos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. A ampla oferta desses equipamentos em mercados online dificulta a identificação dos compradores e a determinação de suas intenções, o que favorece canais alternativos de financiamento. Ainda assim, os pesquisadores conseguiram localizar transações em blockchain que conectam carteiras digitais ligadas a desenvolvedores de drones ou a grupos paramilitares a compras efetivas de produtos e peças.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, redes pró-Rússia arrecadaram mais de US$ 8,3 milhões em doações por criptomoedas, e entre os gastos discriminados estão aquisições de drones, segundo o levantamento. A Chainalysis informou que foi possível comparar valores de transferências em moedas digitais — em faixas entre US$ 2.200 e US$ 3.500 — com preços exatos de drones e de componentes em lojas online, correlacionando pagamentos, pedidos e até imagens que comprovam a compra.

Os pesquisadores também identificaram operações envolvendo grupos ligados ao Irã. A análise destacou uma carteira de criptomoedas com conexões ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) que adquiriu peças de drones de um fornecedor baseado em Hong Kong. Embora o volume total de criptomoedas associado à compra desses sistemas seja pequeno frente aos orçamentos militares tradicionais, o relatório sustenta que o blockchain pode fornecer pistas valiosas para as investigações.

Andrew Fierman, chefe de inteligência de segurança nacional da Chainalysis, afirmou que, ao identificar um fornecedor no blockchain, é possível acompanhar a atividade da contraparte e avaliar o uso e a intenção por trás da compra. A empresa ressalta que o registro distribuído das transações oferece informações que muitas vezes não estão disponíveis por meios convencionais, potencialmente auxiliando autoridades a rastrear aquisições que permaneceriam obscuras.

Fotos e imagens divulgadas em reportagens mostram o uso de drones em ataques, como o caso de um aparelho que atingiu um prédio residencial em Kiev durante ofensiva russa, ilustrando o papel desses equipamentos nos conflitos contemporâneos.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.