A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) dedicou o mês de março a uma série de iniciativas de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Sob o slogan “Advocacia por Elas: pelo fim da violência contra a mulher”, a entidade levou palestras, caminhadas e atividades culturais a todas as regiões sergipanas, incluindo a capital.
Campanha começou no primeiro dia do mês
As ações tiveram início em 1º de março e se estenderão ao longo de todo o mês. No dia 8, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, a seccional promoveu a Caminhada Advocacia por Elas, reunindo advogadas, advogados e representantes de órgãos parceiros em apoio ao combate à misoginia e ao feminicídio.
Durante março, representantes da Ordem visitaram as subseções da instituição em Sergipe, ministrando palestras sobre violência doméstica, feminicídio, medidas judiciais de proteção, rede de acolhimento e mecanismos de denúncia.
Cinema para refletir sobre a realidade
Na segunda-feira, 23 de março, a sede da OAB/SE recebeu colaboradores para a exibição do curta-metragem sergipano “O Preço do Descanso”, que retrata um caso de violência doméstica. Após a sessão, houve debate sobre formas de identificar agressões e buscar apoio jurídico e psicológico.
Autoridades da OAB reforçam urgência do tema
A vice-presidente da seccional, Edênia Mendonça, alertou que o combate à violência de gênero deve ser diário. Ela lembrou que, somente nesta semana, três mulheres foram vítimas de feminicídio em Sergipe e, em 3 de março, outra mulher foi assassinada pelo ex-companheiro. “São quatro mortes justamente no mês dedicado às mulheres”, lamentou.
Edênia citou dados da Polícia Civil que mostram crescimento de casos: em 2025, foram 15 mulheres mortas por feminicídio no estado, número 50% superior ao registrado em 2024. Para ela, a reversão desse cenário passa por educação, conscientização, fortalecimento da legislação e aplicação efetiva das leis, além de uma rede de proteção estruturada.
A secretária-geral da OAB/SE, Andrea Leite, também lamentou o aumento dos casos no estado e no país. “Estamos em 2026 e ainda vemos mulheres morrerem porque decidiram terminar um relacionamento ou porque expressam opinião”, afirmou. Ela defendeu união de esforços, orientação contínua e ações práticas que garantam a segurança feminina.
Atuação permanente
A OAB/SE manterá, ao longo do ano, o trabalho por meio da Comissão de Defesa do Direito da Mulher (CDDM), da Ouvidoria da Mulher, da Procuradoria da Mulher e do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação.
Segundo a presidente da CDDM, Laila Leandro, a passagem da campanha pelas regionais reforçou a importância da advocacia na proteção dos direitos femininos. “Conseguimos levar esclarecimento e apoio à sociedade. Seguiremos firmes nessa luta que pertence a todos”, declarou.
Com informações de Oabsergipe.org
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