O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que despender recursos públicos para garantir medicamentos à população não configura gasto, mas investimento indispensável para preservar vidas. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, durante visita ao complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis, interior de Goiás.
Na ocasião, Lula recordou situações vividas por famílias de baixa renda que, mesmo após consultarem um médico, não conseguiam adquirir os remédios prescritos. “Eu sou do tempo em que as pessoas pobres iam ao médico, recebiam a receita e levavam para casa, colocando-a embaixo do travesseiro ou em um copo na prateleira, esperando o dinheiro chegar para comprar o remédio. Como o dinheiro não chegava, muitas vezes as pessoas morriam sem poder comprar o medicamento”, relatou.
Segundo o presidente, programas públicos como o Farmácia Popular foram estruturados exatamente para evitar que esse cenário continue se repetindo. “Se a pessoa não pode comprar, o Estado tem a obrigação de assegurar esse direito. Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Eu, sinceramente, não vejo limite de investimento melhor do que colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças neste país”, declarou.
O chefe do Executivo ressaltou que a iniciativa disponibiliza gratuitamente ou com desconto 41 medicamentos de uso contínuo. De acordo com dados do Ministério da Saúde citados por Lula, algumas das drogas fornecidas pelo programa chegam a custar até R$ 1 milhão no mercado particular, valor inalcançável para a maioria dos brasileiros.
A visita à unidade da Brainfarma em Anápolis ocorreu no contexto de uma série de agendas voltadas ao setor de saúde, que também incluem a inauguração de áreas hospitalares e o fortalecimento da produção nacional de insumos farmacêuticos. Durante o evento, o presidente percorreu as instalações da companhia e conversou com trabalhadores sobre a importância da indústria nacional para reduzir a dependência externa de medicamentos estratégicos.
O discurso de Lula enfatizou ainda a dimensão humanitária da política de acesso a fármacos. “Investir em remédio é salvar vidas. Não é gasto, é responsabilidade social”, concluiu, sob aplausos de autoridades locais, profissionais de saúde e funcionários da empresa.
Com informações de Agência Brasil
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