A Meta Platforms começou, nesta quarta-feira (25), uma nova leva de demissões que elimina “algumas centenas” de posições em diferentes áreas da companhia, segundo fonte ouvida pela agência Reuters. O movimento integra um plano mais amplo que, de acordo com reportagens publicadas no início do mês, pode reduzir em 20% o quadro global de colaboradores.
A orientação para enxugar equipes foi comunicada previamente por executivos de alto escalão a outros líderes internos, que receberam sinal verde para preparar cortes. Em 31 de dezembro, a controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp contabilizava aproximadamente 79 mil empregados, conforme o relatório anual enviado a acionistas.
Setores afetados
Informações apuradas pelo site The Information apontam que as dispensas de hoje atingem principalmente a divisão Reality Labs — responsável por projetos de realidade virtual e aumentada —, além de equipes ligadas às redes sociais da companhia e ao departamento de recrutamento.
Procurada, a Meta disse, em nota, que “as equipes da empresa passam regularmente por reestruturações ou ajustes para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos”. A companhia acrescentou que tenta realocar profissionais impactados “sempre que possível”.
Pressão por redução de custos
Os cortes ocorrem em meio a uma pressão crescente para equilibrar despesas, num momento em que a Meta investe pesadamente em inteligência artificial. A companhia projeta gastar entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões em 2026, cifra que inclui remuneração de funcionários e a contratação de especialistas em IA, cujos salários frequentemente superam a média do setor.
Embora o número anunciado hoje seja menor que o previsto para o ciclo completo de demissões, a medida reforça a estratégia da empresa de Mark Zuckerberg de conter custos operacionais enquanto direciona capital para tecnologias consideradas essenciais para o futuro do grupo.
A reorganização atual não é a primeira enfrentada pelos trabalhadores da Meta. Em anos recentes, a companhia já realizou outras waves de desligamentos, motivadas por ajustes de estratégia ou pela necessidade de acelerar investimentos em áreas prioritárias. Desta vez, porém, as dispensas podem assumir escala sem precedentes caso se confirme a estimativa de redução de até um quinto da força de trabalho.
Não houve, até o momento, divulgação oficial do número exato de vagas encerradas nem cronograma para eventuais fases adicionais de cortes. A Meta também não informou quantos dos profissionais dispensados atuavam nos Estados Unidos e quantos estavam alocados em escritórios de outros países.
No comunicado, a empresa afirmou que continuará avaliando sua estrutura organizacional “para garantir eficiência e foco nas iniciativas de maior impacto”.
Com informações de G1
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