A rede pública de Sergipe passou a oferecer, de forma ampliada, a videohisteroscopia diagnóstica no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), em Aracaju. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem encurtado o tempo de espera para o exame e permitido que as pacientes recebam tratamento com maior rapidez.
Visualização direta do útero
O procedimento, realizado com uma microcâmera, possibilita a observação da cavidade uterina e é indicado para investigar sangramentos anormais, pólipos, miomas e outras alterações ginecológicas. Segundo a gerente assistencial do Caism, Zaira Freitas, a oferta regular do exame transformou o fluxo de atendimento. “Todo o processo, da solicitação à realização, agora leva em média 30 dias. A demanda reprimida praticamente desapareceu graças aos novos equipamentos e aos mutirões promovidos pela SES”, informou.
Exames sem longa espera
Antes da reestruturação, mulheres aguardavam por longos períodos até a marcação da videohisteroscopia. Com a aquisição de aparelhos adicionais e a organização de equipes específicas para os mutirões, a fila foi praticamente zerada. A SES informa que investimentos em tecnologia e em capacitação de profissionais foram decisivos para esse resultado.
Fluxo de acesso
Para realizar o exame, a paciente deve, primeiro, procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. Lá, a equipe médica avalia o quadro clínico, solicita citologia e ultrassonografia transvaginal e cadastra o pedido no sistema de regulação estadual. Hoje, o período entre a inserção do pedido e a liberação varia de 10 a 15 dias.
Após a autorização, o Caism agenda a videohisteroscopia. O procedimento requer preparo prévio, que inclui avaliação clínica completa, eletrocardiograma e análise de risco anestésico, pois é realizado sob sedação.
Relato de paciente
Vera Batista, 51 anos, realizou o exame recentemente depois que uma ultrassonografia transvaginal indicou alteração. “Sentia dores nas pernas e nas costas, além de fluxo menstrual intenso. A videohisteroscopia foi tranquila, e toda a equipe explicou cada etapa. Senti-me acolhida”, relatou.
Referência estadual
Com a redução da fila e o tempo médio de 30 dias para a realização do procedimento, o Caism consolida-se como referência estadual em videohisteroscopia diagnóstica. A SES destaca que a agilidade no diagnóstico possibilita intervenções precoces e melhora a qualidade de vida das mulheres atendidas pela rede pública de saúde.
Com informações de Saude.se.gov
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