Papa Leão XIV volta a pedir cessar-fogo e lamenta agravamento da guerra contra o Irã

Robson Alves
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O papa Leão XIV reforçou nesta segunda-feira (23) o apelo por um cessar-fogo imediato na guerra contra o Irã, classificando o avanço do conflito como cada vez mais violento e marcado pelo aumento do ódio. A declaração foi feita a jornalistas quando o pontífice deixava sua residência de verão em Castel Gandolfo, na Itália.

Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV disse estar profundamente preocupado com relatos de que Washington planeja deslocar “milhares de soldados” para o Oriente Médio como reforço militar. “O ódio está aumentando e a violência ficando cada vez pior”, afirmou.

Apelo insistente por diálogo

O líder da Igreja Católica reiterou que a solução para a crise deve ser buscada “não com armas”, mas por meio de negociações sinceras. “Quero renovar o apelo por um cessar-fogo, para trabalhar pela paz, mas não com armas — em vez disso, por meio do diálogo, buscando verdadeiramente uma solução para todos”, declarou.

Durante a conversa com jornalistas, Leão XIV destacou o impacto humanitário da guerra. Segundo ele, mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas e “muitos perderam a vida”. O pontífice convocou “todas as autoridades” envolvidas a priorizar o diálogo como caminho para pôr fim ao sofrimento da população civil.

“Escândalo para a humanidade”

O papa vem aumentando gradualmente o tom de suas declarações sobre o conflito. No domingo (22), classificou a guerra como “um escândalo para toda a família humana”, reforçando a necessidade de um entendimento rápido entre as partes. As falas sucedem uma série de posicionamentos públicos divulgados pelo Vaticano desde o início da escalada militar.

Leão XIV é conhecido por escolher cuidadosamente as palavras em pronunciamentos delicados. Mesmo assim, tem adotado postura mais contundente diante da escalada bélica. A Santa Sé não divulgou detalhes de eventuais iniciativas diplomáticas próprias, mas fontes do Vaticano indicam que o papa acompanha de perto as movimentações de governos e organismos internacionais.

Enquanto se intensificam os combates e cresce a expectativa de novo contingente militar norte-americano na região, o pontífice afirmou que continuará “rezando e trabalhando” para que o diálogo prevaleça sobre as armas. Ele encerrou a breve coletiva reafirmando que a paz “exige um compromisso sincero de todas as partes”.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.