O governador Cláudio Castro (PL) deixou oficialmente o comando do Executivo do Estado do Rio de Janeiro. A renúncia, formalizada em cerimônia realizada na noite de segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, marca o início de sua trajetória como pré-candidato a uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
Diante de aliados e servidores, Castro afirmou encerrar o mandato “de cabeça erguida e de forma grata”. Eleito inicialmente como vice em 2018, o político assumiu em 2020 após o afastamento de Wilson Witzel e foi reeleito em 2022, ainda no primeiro turno, com 4,9 milhões de votos.
Sessão solene e despedida
A solenidade de despedida contou com discursos que destacaram feitos da atual gestão e, ao final, com a transmissão simbólica do cargo. O evento antecede um período de indefinição no Palácio Guanabara, já que não há vice-governador em exercício: Thiago Pampolha deixou o posto em 2025 para assumir cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, encontra-se afastado das funções.
Interinidade no comando do estado
Diante desse cenário, a Constituição fluminense determina que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, assuma interinamente o governo. A legislação estabelece prazo de dois dias para que ele convoque eleição indireta; em até 30 dias, os 70 deputados estaduais deverão escolher quem comandará o estado em mandato-tampão até a posse do próximo eleito nas urnas, em outubro.
Julgamento no TSE
A saída de Castro ocorre às vésperas da retomada, nesta terça-feira (24), do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre suposto abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. Em novembro passado, a relatora do caso, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela cassação do mandato e pela declaração de inelegibilidade por oito anos. O processo foi suspenso por pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, cujo voto abrirá a nova fase da análise.
Se a maioria da corte acompanhar o entendimento da relatora, além da inelegibilidade, serão convocadas novas eleições diretas para o governo fluminense. A decisão, porém, não impede a atual pré-candidatura de Castro ao Senado, salvo definição contrária do próprio tribunal.
Caminho até outubro
Com a confirmação da renúncia, o agora ex-governador inicia articulações partidárias visando a formação de alianças para a disputa ao Senado. Enquanto isso, a administração estadual ficará sob comando provisório e, na sequência, de um governador eleito indiretamente pela Alerj, responsável por conduzir o estado até o término do mandato em 31 de dezembro.
Com informações de Agência Brasil
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